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21 de fevereiro de 2014

Curtas: A Gaiola Dourada, Whisper of Jasmine [e-book], Waking Kate [e-book]

Título: A Gaiola Dourada
Diretor: Ruben Alves
Escritor: Ruben Alves, Hugo Gélin, Luc-Olivier Veuve, Jean-André Yerles
Atores: Rita Blanco, Joaquim de Almeida , Maria Vieira

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: É, muito basicamente, um filme engraçado. Vi alguns dos clichés, porque eles realmente existem, que já presenciei no meu dia a dia. A cena do carro por exemplo, é certo que vejo mais Mercedes e BMWs, mas realmente está bem apanhado.

É também um retrato interessante do povo português, e não me refiro apenas ao emigrante. Há bastantes por aí que, fazendo as tarefas menos recompensadas monetariamente, não deixam de trabalhar com orgulho e de sentir que o sítio onde trabalham lhes pertence também um bocadinho, daí que tenha apreciado ver como, apesar de se quererem vingar pelo pouco valor que lhes era atribuído, Zé e Maria não se sentissem muito bem a fazer "um mau trabalho". Mas por vezes é necessário recorrer a tal "tática", digamos assim, para mostrar o verdadeiro valor da pessoa no local de trabalho, pois todos contam para manter a engrenagem a funcionar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Whisper of Jasmine [e-book]
Autor: Deanna Raybourn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Harlequin MIRA | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: a pre-order estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: li-o a 2 de fevereiro, basicamente porque sim. Tinha o telemóvel na mão, apetecia-me ler e tinha preguiça de ir ao quarto buscar um livro. Além disso parece-me boa política andar a ler coisas que compro este ano para ver se a pilha não aumenta muito, o que também não quer dizer que diminua... :P

Opinião: É verdade que o único livro que li desta autora prometia mais do que acabou por dar, mesmo assim gosto de ter as suas obras debaixo de olho e quando vi que este conto estava a preço 0 e contava com um arqueólogo não hesitei e fiz logo a pre-order. Sim, sou uma fácil. xD

Este conto conta (não consegui evitar xD) uma história agradável de seguir mas (e há sempre um mas comigo e certos romances) peca por a relação se desenvolver rapidamente sem que haja uma verdadeira química entre os personagens. Pelo menos eu não o senti. Sim, há um não sei quê de magia, talvez alguma inevitabilidade no encontro deles, mas não senti nada entre eles, nem uma pequena faísca. No entanto, fiquei curiosa quanto a continuação em City of Jasmine e espero que o relacionamento acabe por ser mais aprofundado (talvez com flashbacks? um reencontro?).

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Talvez por ser um conto o "amor à primeira vista" deixe a desejar, mas o certo é que já tenho lido contos em que a relação acaba por resultar. Aqui há demasiada impetuosidade que, confesso, não é muito a minha onda. Mas sim, curiosa porque arqueólogo (!) o que não quer dizer que vá a correr comprá-lo.

Título: Waking Kate [e-book]
Autor: Sarah Addison Allen
Ficção | Género: romance
Editora: St Martin's Press | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: a 10 de fevereiro. Leiam o motivo do livro em cima, é o mesmo. :D

Opinião: Eis uma autora que raramente desilude, em que até os seus livros menos bons são superiores a muitos outros. E ela volta a mostrar a sua mestria neste conto, onde conhecemos Kate que, durante uma conversa com um vizinho que acaba de conhecer, faz uma ponderação acerca da sua própria vida e que faz adivinhar-se um mudança. Mudança essa que será certamente continuada em Lost Lake, cujo primeiro capítulo vinha juntamente com o conto mas fiz questão de não ler porque já sei que seria como os doces, não conseguiria ficar por ali. :P

Muito pequeno, mesmo assim é uma história carregada de emoção e uma ténue magia, algo a que a autora já me habituou e que consegue sempre aquecer-me o coração.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

19 de fevereiro de 2014

Uma Bruxa em Apuros (The Hollows, #1)

Autor: Kim Harrison
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2004) | Formato: livro | Nº de páginas: 374 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi-me emprestado em 2012.

Quando e porque peguei nele: li-o entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro, para o primeiro desafio mini-pilha, categoria "volume de uma saga".

Opinião: Esta série nunca suscitou o meu interesse, aliás não se pode dizer que a fantasia urbana ou o romance paranormal seja propriamente a minha praia. Mas como tenho gostado, apesar de tudo, de alguns títulos e séries, nomeadamente Raça da Noite e sobretudo Mercy Thompson e me disseram que esta era mais ou menos como a segunda, lá vim eu com os livros.

Pois, acabou por não ser mesmo do meu agrado e desisti à página 103. Nem vou falar da protagonista, que me fez revirar muitos os olhinhos com a sua atitude toda "eu sou muito boa e tal e estou a ser subaproveitada" mas que depois parece fazer um rol de asneiras e não ser capaz de medir as consequências das suas acções, mesmo que avisada por várias vezes... Não, não vou falar da Rachel. Ora bem, o ritmo é lento, 100 páginas dentro da leitura e ainda não sabia o que raio era suposto vir dali. Quer dizer, a Rachel já se tinha despedido e tinham atentado contra a sua vida algumas vezes, ia ser isso o livro todo? Também houve uma ou outra menção a um tipo que talvez viesse a ser um vilão, era um traficante penso eu, mas teve tão pouco (ou mesmo nenhum, acho que nenhum) protagonismo pelo que não foi o suficiente para me fazer continuar, e nem o "drama" com a sua colega vampira, que aparentemente continua por n livros (ou pelo menos foi o que retirei de ler as opiniões da Slayra) suscitou mais que indiferença e (mais) um ou outro revirar de olhos.

A sério, ao ler sentia-me tão indiferente, tão pouco ou nada investida na história que a mente começava a fugir para as coisas mais triviais do meu dia-a-dia, quando não fugia para o sono. De tal forma que, para além do nome da personagem principal, pouco mais ficou da leitura pois os detalhes esbatem-se sobre a apatia que sentia. Basicamente estava a ser um livro "meh" (acho que usei duas vezes "meh" para descrever como estava a ser a leitura no GR) e devo confessar que ando farta de livros "meh". Não quer dizer que só leia ou queira ler coisas boas, nem por isso, mas quero ler coisas que mexam comigo, que me entretenham simplesmente e não que me deixem completamente indiferentes. Acho que o pior que uma leitura pode fazer é deixar-nos indiferentes. :/

Veredito: Não acabei. Não me parece que seja uma coisa de "não é a altura certa ou a mais adequada", ou "apanhou-me num mau momento", daí que tenha colocado definitivamente de lado e não pense voltar a pegar-lhe nem à série. Não é para mim.

15 de fevereiro de 2014

Falling for You

Autor: Jill Mansell
Ficção | Género: chick-lit
Editora: Headline Book Publishing | Ano: 2004 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 448 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch em 2010.

Quando e porque peguei nele: apetecia-me alguma coisa leve e que estivesse "há muito tempo na estante", assim contando para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P).

Opinião: Não sou a maior apreciadora de romances contemporâneos, prefiro os meus romances com elegantes vestidos de época, espartilhos e com um conjunto de regras de etiqueta, mas se há uma autora que gosto de ler num género que pouco ou nada me diz é Jill Mansell. Apesar de ainda só ter lido um livro dela, e o final não me ter impressionado por aí além, achei-o divertido e muito bem escrito, de tal modo que fui a correr pedir mais livros seus no Bookmooch. É certo que demorei a pegar em mais um, mas também com tantos livros por ler que tenho em casa só podia acontecer uma coisa assim, mas lá peguei neste e mais uma vez não dei o meu tempo por mal empregue.

Já sabia que a autora não se centra num único casal, já em The Only One You Want acabamos por seguir três pares, e aqui ainda bem que assim foi pois Maddy e Kerr acabam por ser um par aborrecido, apesar da aparente parecença com a história de Romeu e Julieta como a sinopse faz alusão, já que as suas personalidades apenas brilham em determinados momentos e muitos desses momentos só acontecem quando estão juntos. As restantes personagens acabam por ser muito mais interessantes, nem que seja pelo facto de terem realmente dramas, para além dos amorosos, que valem a pena seguir. Gostei de Nuala, bastante bem disposta e que acaba por descobrir que tem algum valor, e sobretudo de Kate que tem o arco mais bem conseguido de todos, na minha opinião.

Sim, é um livro previsível e, mais uma vez, não dá para deixar de pensar que as diversas situações podiam ter sido resolvidas antes sem deixar tudo para o final. A sério, a partir de certa parte as diversas pontas começam a atar-se tão bem que até chateia. É uma sucessão de coisas boas a acontecer! Devia ser "mau-bom-mau-bom", mas enfim é o único mal que aponto aos livros desta autora.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo é um bom livro, que entretém e sempre tem um final melhor, ou pelo menos com mais pés e cabeça, que o outro que li da autora.

13 de fevereiro de 2014

O Forte

Autor: Bernard Cornwell
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2010) | Formato: livro | Nº de páginas: 400 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprado em novembro de 2013, aproveitando um promoção da editora e da revista Sábado.

Quando e porque peguei nele: entre 8 e 18 de janeiro de 2014. Porque sim! :P Estou a tentar domar a pilha e nada melhor que começar por ler as últimas aquisições que tenho feito. Assim conta para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P) na categoria "nova compra".


Opinião: Bernard Cornwell... há quanto tempo não lia um livro teu? Provavelmente desde os tempos em que andava na faculdade e atirei-me que nem doida aos áudios do Sharpe. *suspira* Bons tempos esses, tirando a parte do ter de estudar e tal... :P Mas o certo é que já tinha saudades da descrição das batalhas, dos desmembramentos e do cheiro acre dos canhões pela manhã. :D Há momentos em que uma moça tem de ler livros românticos e fofos, há outros em que tem de ler sobre como um homem é despedaçado por um canhão.

Havia lido o excerto disponibilizado pela editora quando o livro foi publicado por cá, e apesar de ter gostado, várias circun$tâncias impossibilitaram que o lesse até agora, e foi de facto uma boa maneira de começar o ano pois não desapontou, ainda que esperasse um bocadinho mais. Não achei a história tão interessante como as do Sharpe e demora um pouco a construir a história, porque sim, eu só leio Cornwell pela ação e a descrição sangrenta e realista do campo de batalha. Também gosto de ver explorada a tática, afinal até foi com os seus livros que comecei a perceber de táticas militares, mas a indecisão das personagens deste livro é tão grande que tornou a leitura, em alguns momentos, aborrecida. No entanto, parece que a indecisão é verídica, e terá custado a vitória aos americanos, pelo que a Cornwell não se lhe pode apontar nada a não ser uma excelente pesquisa.

Li há tempos, já não sei onde, alguém que dizia algo como "se as aulas de História fossem como os livros do Cornwell, seriam bem mais interessantes!" e eu só posso concordar. Claro que não quer dizer que as coisas se tenham desenrolado realmente da maneira que ele conta, mas a forma como apresenta os acontecimentos é suficientemente realista para pensar que sim. O que achei mais curioso foi o facto de apresentar bastantes personagens arrogantes (ou não fosse uma das partes americana, ahah! :P), das quais há que destacar Paul Revere, o único nome que reconhecia e que sabia ter tido alguma importância durante a Guerra da Independência Americana. Mas aparentemente fui enganada, como outros, por um poema e Revere não terá sido assim um herói americano tão digno como isso e esta "desmistificação" relembra então que a imagem que fica para História pode não ser a mais correta, e que aquela é uma ciência falível (como quase todas, aliás, pelo menos ciências sociais) em que o resultado depende sempre do ponto de vista.

É portanto um bom livro, que se lê bem, sobretudo para quem gosta de História ou se interesse pelo tema. Pouco ou nada sei sobre este período da História Americana, na verdade sei muito pouco sobre a mesma, pelo que esta leitura acabou por se tornar proveitosa dando-me a conhecer uma batalha da qual nada sabia e um lado de um herói que também desconhecia. Além disso, e porque talvez ande mais pensativa (e depressiva), apesar de gostar de sangue não deixa de incomodar que realmente guerras deste tipo (e tantas que aconteceram ao longo do tempo) tenham acontecido e tomado a vida de tantos jovens, muitas vezes em erros de cálculo por parte de comandantes inexperientes ou vacilantes. Não que generais experientes e conscientes sejam melhores, simplesmente este tipo de coisa não devia existir.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Como qualquer livro do autor, aposto. :P É ficção histórica no seu melhor.

7 de fevereiro de 2014

Don Jon

Diretor: Joseph Gordon-Levitt
Escritor: Joseph Gordon-Levitt
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois de ter visto o "50/50" apeteceu-me ver outro filme com o Joseph Gordon-Lewitt e pareceu-me que este seria o mais indicado. Já sabia que é um ótimo ator, estou curiosa com o seu projeto hitRECord, mas que ainda tenho de explorar melhor, e já agora recomendo este pequeno vídeo (ou a versão interrompida) com outro dos meus atores preferidos, pelo que queria ver como se comportava como escritor e por detrás da câmara. Se este filme servir de indicador, parece-me que terá futuro em tudo o que se dedicar a fazer em cinema.

O que mais me surpreendeu neste filme não foi tanto as atuações, já conhecia os atores e por isso sabia que podia esperar boas performances, mas antes a questão que parece colocar. Sim, Jon é viciado em filmes pornográficos, o que faz com que não consiga ter uma relação saudável com uma jovem da sua idade, porque para ele a relação ideal parece ser a que esses filmes apresentam, nomeadamente em satisfação sexual. Ele tenta emular esse ideal, basicamente ele parece querer viver um filme porno, e ao não o conseguir, apesar de ter estado aparentemente perto, volta a cair na adição.

Mas agora pergunto, não seria também Bárbara viciada em chick-flicks e não estaria também a tentar viver um? É essa adição mais saudável do que a de Jon? Não quer dizer que o vício de Jon seja legítimo por isto, ou a sua mentira, mas parece que ambos procuram relações em que recebem mais do que propriamente dão, seja a nível sexual ou emocional. As relações acabam por se centrar mais em ideais e expetativas que se tem em relação à outra pessoa, devido aos exemplos que vêem, havendo alguma frustração quando não atingidas. Além disso, num mundo de gratificação rápida, tudo o que demore mais tempo, exija trabalho e algo de nós em troca, parece não ter qualquer encanto. Achei curioso ele perceber o que estava a perder, por assim dizer, numa relação com uma mulher mais velha, alguém que cresceu noutro tempo, com outra experiência no que toca a relações humanas. Não sei se me faço entender.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei bastante e recomendo. Pode não ser um filme para todos os públicos e pela primeira vez fiquei ciente das pessoas com que estava a ver o filme, mais uma vez não sei se me faço entender. Vi-o com o meu irmão e senti-me algo desconfortável em algumas partes, mas acho que me sentiria muito pior se o tivesse visto com outras pessoas. :/

3 de fevereiro de 2014

Quando não estou a ler (13)

Como Queiram
Isto de conhecer pessoal com a mesma pancada que nós é engraçado, de tal maneira que quando uma vê peças de Shakespeare é quase certo que as outras respondem "hell yeah!" Depois de Shakespeare in the Park, foi a vez de Shakespeare in the theatre e num dia destes lá rumámos ao Teatro São Luiz para assistir à peça "Como Queiram".

Se já antes (na Regaleira) tinha ficado impressionada com atores que andam de saltos pela gravilha fora, agora ainda mais impressionada fiquei com quem tem de trocar de roupas num ápice! Imagino que haja um imenso trabalho por detrás de uma atuação e admiro, não só pelas razões estúpidas referidas, mas por serem capazes de fixarem longos textos (não deverá bastar saber as suas linhas, afinal de contas há diálogos, têm de saber quando intervir) assim como por serem capazes de representar todos os sentimentos, todas as alterações pelas quais uma personagem passa. É algo que cada vez mais venho a dar valor e entendo que não é para todos.

Como já tinha referido, ver as peças tem realmente uma outra piada. Houve partes hilariantes, sobretudo proporcionadas por Tocaspartes (Luísa Cruz) e Jacques (Bruno Nogueira), mas Rosalinda (Carla Maciel) e Orlando (Nuno Lopes) destacaram-se para mim. Adorei os seus diálogos quando Rosalinda, disfarçada de Ganimedes, tenta "curar" Orlando e das reações de Célia/Aliena (Sara Carinhas) às críticas que a prima faz ao seu próprio sexo. Convenhamos, há ali alguma verdade.

O resto do ensemble estava bem nos seus (variados) papéis, e apesar do realizador Marco Martins ter uma enorme presença em palco pareceu-me o elemento mais fraco, ainda assim bastante bem sobretudo como Duque Frederico.

De acordo com o meu irmão, podia ter menos cantoria. Se calhar deveria tê-lo avisado do facto, assim como de ter 3h... Eu gostei bastante (aliás, a única coisa de mal que tenho a apontar não é à produção mas aos espetadores, e tanto no teatro como no cinema) e aconselho. Venham mais peças!

29 de janeiro de 2014

50/50

Diretor: Jonathan Levine
Escritor: Will Reiser
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Já não me lembro o que é que o meu irmão me tinha dito sobre este filme para que eu o quisesse ver, mas diga-se que o tema interessava-me, já que os casos de cancro em pessoas que conheço ou que me chegam aos ouvidos estão, infelizmente, a aumentar e a atingir pessoas cada vez mais jovens (cheguei a fazer alguns trabalhos com o meu antigo serviço, em parceria com a Fundação do Gil, no IPO e deixem-me que vos diga que quebra o coração ver crianças com tal doença, todos os problemas que possamos ter são pequenos, ou mesmo ridículos, quando comparados com aquilo que aquelas crianças e pais sofrem).

É sem dúvida um filme muito bom, que explora não só a convivência do protagonista com tal doença após o seu diagnóstico, mas também da sua psicóloga, que começa a ter de perceber como lidar com a coisa para poder ajudá-lo e a outros, assim como dos seus familiares e amigos. Acaba por ser, talvez, uma situação e história cliché, com personagens clichés mas que resulta, pois preocupamo-nos de facto com as personagens, sobretudo se se conhecer casos semelhantes. Mas, e talvez já seja o meu pessimismo (que se tem acentuado nos últimos tempos) a falar, achei o final demasiado feliz.

Eu sei que é mau da minha parte, quem é que no seu perfeito juízo gostaria de ver uma personagem a morrer com tal doença, quando é muito mais bonito e interessante bater a estatística? Porque é a isso que o título se refere, ele tinha 50% de hipóteses de sobreviver ou não. Acreditem, fico imensamente feliz quando alguém consegue superar e vencer o raio da doença, mas eu sei que a estatística sucks (para não andar a dizer asneiras) e que a morte está sempre à espreita. Sei que há quem por muito que lute, que vença sucessivas batalhas numa muito longa guerra para apenas a perder.

Talvez seja estúpido pedir isto num filme mas, sim, esperava algo diferente. Nem digo algo mais realista mas não, não queria sentir a ponta de esperança que o final do filme deixa. Queria ser esmagada pelo sentimento de fatalidade que o filme tinha, até porque dei por mim a pensar "isto não vai acabar bem". Queria ser esmagada pela realidade de todos aqueles que não conseguem vencer. Porque nem todos os finais são felizes.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. É um filme muito bom, quer dizer nem o Seth Rogen me irritou e achei que estava bem no seu papel (!), mas o final como que estragou o filme para mim. Eu é que sou parva, deveria querer finais felizes mas não, há finais que estão a deixar de funcionar comigo.

28 de janeiro de 2014

Curtas: Robin Hood, A Diva da Moda

Título: Robin Hood
Diretor: Wolfgang Reitherman
Baseado na lenda do Robin dos Bosques por Larry Clemmons e Ken Anderson
Atores: Brian Bedford, Peter Ustinov, Phil Harris

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 12 de janeiro, cortesia de uma colega que me emprestou o DVD. 

Opinião: Já tinha visto este filme há muito tempo, ainda era eu pequenina, pelo que só me lembrava de algumas partes (nem sequer falas me lembrava) e da sensação geral de que havia gostado. É realmente um filme agradável ainda que lhe falte algum contexto histórico, mas também num filme animado quem é que quer saber das Cruzadas?

Vi, desta feita, em inglês (tinha visto antes a versão brasileira mas como disse pouco me recordo) e as músicas são engraçadas mas tirando o assobio pouco memoráveis. Achei a história demasiado feliz, mesmo que as personagens passassem dificuldades (e como me fez lembrar o estado em que está o país) e tal vê-se, sobretudo no final onde ninguém, nem sequer o Robin, fica ferido! (O_o) O DVD traz um final alternativo de que gostei mais, não só porque realmente alguém fica ferido mas sobretudo porque dá alguma coisa para a Maid Marian fazer, de outro modo para pouco serve a personagem para além de beijar o herói, o que convenhamos por muito fofo que possa ser é pouco útil, digo eu. Além disso, mostra o regresso do Ricardo Coração de Leão, que na versão do filme aparece do lado suscitando um "mas que raio?!"

Não é mau, parece ser um produto da época mas ainda se vê muito bem. Acaba por haver alguma inocência, digamos assim, que faz regressar à infância. Pelo menos foi o que senti. :)

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: A Diva da Moda
Diretor: Andy Tennant
Escritor: C. Jay Cox, Douglas J. Eboch
Atores: Reese Witherspoon, Josh Lucas, Patrick Dempsey

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 17 de janeiro, num dos canais Fox, penso que o Movies. 

Opinião: Sabem aqueles filmes que fazem uma pessoa sentir-se bem e por isso vemos vezes sem conta, sempre que passam na televisão? Este é um deles para a minha pessoa. Okay, não digo que veja sempre-sempre, mas sempre que estou para aí virada. :P

Sim, tem clichés, afinal de contas é uma comédia romântica, e então? Como diria o Marshall de HIMYM, os clichés são-no porque funcionam e, neste caso, a história usa-os bem. O elenco também é competente, com Reese Witherspoon muito bem como Melanie e a relacionar-se de forma convincente com todos os que "abandonou" para seguir o seu sonho e vencer em Nova Iorque. E vá lá, qualquer filme em que trocam o Dempsey por outro gajo é bom de ser visto.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

24 de janeiro de 2014

Sherlock (3)

Criado por: Mark Gatiss, Steven Moffat
Atores: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: Terceira. Crítica às anteriores aqui e aqui.

Opinião: Isto de esperar dois anos por uma temporada de uma série que começa e acaba num abrir e fechar de olhos é um pouco frustrante. Ainda assim, não trocava estes três episódios desta fantástica série por nenhuma outra.

O primeiro episódio foi giro, com as várias teorias sobre como o Sherlock teria sobrevivido, tal como "Manny Happy Returns" prometia, a suscitarem a maior parte das gargalhadas. O segundo também foi engraçado, com Sherlock num papel que jamais teria imaginado. xD E o terceiro foi genial. O pior foi mesmo os casos que não achei tão bem conseguidos como outros. O do primeiro episódio fez-me lembrar "V de Vingança" (por momentos esperei que o Old Bailey fosse pelo ar ao som de 1812 Ouverture); no segundo adivinhei quem era o culpado, quem seria a vítima e o porquê antes do Sherlock (aliás, o meu problema com este detective é exactamente o de conseguir descobrir o culpado, ao contrário do Poirot), só me faltou o como; o terceiro episódio foi genial. Já o tinha dito? É só para verem o quanto gostei, foi o único que me surpreendeu verdadeiramente e passou directamente para o Top 3, suplantado apenas pelo "Scandal in Belgravia" porque esse sim é fantástico a todos os níveis e eu quero que a Irene Adler (a.k.a The Woman) volte de uma vez por todas e tenha muitos filhinhos com o Sherlock chamados John Hamish Watson!

Ora, se os casos não são assim tão bons porque é que eu acho que é uma excelente série e temporada, em que o pior dos episódios é ainda assim muito melhor que o melhor episódio de outras séries? Tudo se resume à relação entre Sherlock e Watson. Minha gente, não há nada melhor que ver a sociopatia funcional do Sherlock a interagir com a lealdade e a bondade inerentes a Watson. E nesta temporada a relação é explorada como nunca de uma maneira magnífica, sendo colocada à prova não só pelo logro, digamos, de Sherlock mas pela nova mulher na vida de Watson que veio, aparentemente, para ficar por muitos e longos anos. Pelo menos assim espero eu, e penso que todas as outras pessoas, porque Mary é sem dúvida, apesar dos seus defeitos, ou melhor apesar do mistério sobre o seu passado, a companheira ideal não só para Watson como para Sherlock porque, convenhamos, quem casa com o Watson casa também com o detective. :D Mary foi uma lufada de ar fresco numa série que provavelmente não o precisava, mas que ainda bem que o fez porque só a eleva a outro patamar.

Mas não foi só Mary, nem mesmo Mycroft (se o Sherlock é um sociopata funcional, pergunto-me o que será Mycroft e que raio fez ele a outro irmão? *medo, muito medo, mas também respeito, quero ser como o Mycroft quando for grande*) cuja relação com Sherlock é também explorada de forma maravilhosa, dando-nos a conhecer melhor como as duas personagens se relacionam e como terão crescido, a elevarem ainda mais a série. Também o fez o vilão que, sinceramente, já deixa saudades até a mim que sou fã do Moriarty (já agora... *guinchinhos*). Charles Ausgustus Magnusson, veio, viu e (con)venceu-me e tenho pena que não volte pois ver mais alguém a usar o mind palace para além do Sherlock foi fenomenal e acaba por o tornar mais humano, já que não é assim tão infalível e único como julgaria ser, e era coisa para render mais episódios, digo eu.

E lá volta a espera... mas compensa, oh se compensa.

Veredito: Para ter na estante. Caso não tenham percebido adorei, mesmo que os casos não fizessem nada por mim, mas já é hábito nas histórias com este detective. Mas se os casos são menos bons, a relação entre Sherlock e os que o rodeiam é explorada de forma fenomenal e só por isso valerá sempre a pena ver e rever.

19 de janeiro de 2014

As You Like It

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - comédia
Editora: Wordsworth Classics | Ano: originalmente publicado em 1603(?) | Formato: livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: até aqui tinha lido as obras em e-book, já que no ano passado fiz download das obras completas no site do Project Gutenberg, mas entretanto comprei as Complete Works e foi então o livro físico, que é como que a reprodução do First Folio, que li. Não coloco por isso as páginas.

Quando e porque peguei nele: 5 de janeiro de 2014. Era para pegar no Richard II mas soube que ia ser representado e como queria ir ver achei melhor lê-la primeiro. Conta para a Temporada William Shakespeare - Acto III e faz parte de uma antologia, como tenho de ler para o meu desafio anual (tenho de lhe dar um nome :/ ).


Opinião: Coisas que aprendo com Shakespeare: ter cuidado com os irmãos *olha desconfiadamente para o seu* e tios, ter muito cuidado com os tios.

Mais uma vez senti que a leitura das peças deve perder algo para a representação, mas não é por isso que deixo de a achar boa. No entanto, para uma comédia não achei tanta piada como isso. Quer dizer, há situações engraçadas mas não fiquei perdida de riso. Sei que o mal é meu, não devo ler uma peça como um livro pois até a estrutura é diferente e não há a informação de como certas frases são ditas, não há nenhum "disse ela pensativamente" ou coisa do género. Há todo um trabalho por trás, de conhecimento da personagem que o ator ou atriz tem de fazer mas que eu, como mera leitora, geralmente não faço. É o texto, a descrição das suas ações, pensamentos e relações que desenvolve com outros, que me leva a fazer uma análise, coisa que em peças é um pouco mais difícil de fazer.

Mas como disse, é uma boa peça, ou melhor um bom texto, com bons momentos e diálogos (o tão conhecido "All the world's a stage"). Apesar de tudo gostei da Rosalind, que me pareceu muito feminista para a sua época, ainda que precise de se disfarçar de homem. Gostei de como critica o amor cortês, sobretudo a imagem da mulher colocada num pedestal (já no soneto 130 o Shakespeare desafia a convenção e sim, isto foi apenas uma desculpa para andar à procura de um áudio do Tom Hiddleston), mas não é por isso que deixa de sentir amor por Orlando e tentar ajudá-lo a conquistar uma mulher, ainda que seja ela. :D

Achei um pouco estranho como a floresta muda tão rapidamente as pessoas. Se no caso do irmão do Orlando até é compreensível, devido à experiência de quase morte, digamos assim, e de ser salvo pelo irmão, não o achei tanto assim como o Duque Frederick. Mas penso que seja um tema da época, como a Natureza pode subjugar e repor a natural ordem das coisas, assim como dá alguma liberdade que a vida em sociedade (ou na corte) não permite e oferece uma vida mais honesta, mesmo que de trabalho.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo gostei bastante, continuo a preferir as tragédias, mas é por darem mais que pensar e serem tão dramáticas (e eu adoro um bom drama :D). Resta agora ver a peça.

9 de janeiro de 2014

O Corcunda de Notre Dame

Diretor: Gary Trousdale, Kirk Wise
Baseado no livro Nossa Senhora de Paris de Victor Hugo por Tab Murphy, Irene Mecchi, Bob Tzudiker, Noni White e Jonathan Roberts
Atores: Tom Hulce, Demi Moore, Tony Jay, Kevin Kline

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 5 de janeiro, em casa já que uma colega emprestou-me o DVD. Vi a versão original porque, apesar de achar que as edições portuguesas são magníficas, agora prefiro ver no original porque se perde sempre algo com a tradução. Em alguns casos ganha-se, continuo a preferir a piada do enxofre do "Shrek" ao original, mas geralmente perde-se. Mas claro que a ver alguns dos meus preferidos de infância, é sempre em português. Primeiro amor e tal. <3 Conta para o desafio Disney Movie Challenge.

Opinião: Talvez seja incrível mas nunca vi este filme. Na verdade, e apesar de ser fã da Disney, quase sempre revi a mesma dezena de filmes que tinha por casa em VHS. Só de vez em quando consegui ver outros, que os meus tios alugavam em videoclubes, pois darem filmes de animação na TV era coisa impensável. Mesmo assim, este nunca vi, nem sequer tinha curiosidade em ver, pois pensava que seria uma outra espécie de "A Bela e o Monstro", mas sem a grandiosidade e a piada daquele, nem Monstro fofinho. :P Mas o facto é que, até pode não ser tão bom como "A Bela e o Monstro", mas vai daí sou parcial, o que não quer dizer que não seja um muito bom filme.

Tenho de começar por dizer que o desenho das personagens não me apelou tanto (pode ser impressão minha mas houve alturas em que os personagens me pareceram estranhos, que as feições não eram semelhantes) mas em termos de cenários é belíssimo, sobretudo no que à Catedral diz respeito, pois é simplesmente magnífica. Mas se o desenho não me convenceu, fê-lo o carácter das personagens, sobretudo Esmeralda que é fantástica. Eis um exemplo a seguir! Talvez tirando a parte do "varão"... :P Uma personagem feminina forte, que se sabe defender e desenrascar sozinha, ajudando também quem precisa. Sai um pouco do cânone e só ganha com isso.

O tom do filme também me pareceu mais sombrio. Tom em termos de conteúdo, pois a cidade de Paris e a Catedral acabam por ter imensa luz e vida. Apesar de aparentemente leve, o tema da descriminação não passa despercebido assim como a luxúria. Sim, eu vi um filme da Disney com referências sexuais?! Ok, n'"O Rei Leão" a Nala faz "olhos de cama" *momento solene pela perda da inocência característica da infância*, mas aqui o Frollo fala em fogo (do género "que arde sem se ver"), ficar fora de controlo ao ver Esmeralda dançar, diz "this fire in my skin, this burning, desire, is turning me to sin". Mas está claro que a culpa não é dele, é a bruxa que o enfeitiça... *revira os olhinhos* Não me admiraria de ver uma cena de violação, se não fosse de um filme de animação que estivesse a falar, e de tal servir de desculpa (e deixem-me já dizer que não é desculpa, não há desculpas para violações). Toda a música "Hellfire" é brilhante no ardor e urgência que transmite sobre o desejo sexual/carnal e não deixa de ser interessante como, apesar do ato de contrição por trás e referências à "Beata Maria", esta cena assemelha-se ao de alguém a fazer um pacto com o Demónio. É sem dúvida das melhores cenas que já vi.

Mas aquela não é a única música que se destaca, também gostei de "God Help the Outcasts", que me fez pensar na numa questão que me tinha surgido durante a leitura de The Handmaid's Tale, e claro "Someday" que não sabia pertencer a este filme! A sério, conheço-a e adoro-a há anos (ANOS!), desde que a ouvi pela primeira vez na voz de Chloë Agnew das Celtic Woman, e não sabia de onde era originária! Eu bem achei estranho algumas melodias durante o filme me lembrarem a música, ia mesmo cantando-a para mim, até que começam a rolar os créditos e eis que ela toca, numa versão que apesar de tudo não gostei por aí além (é a tal coisa do primeiro amor :P) mas que nem por isso me deixou de fazer parecer uma Madalena arrependida. *lágrimas* A letra da música mexe comigo, que posso dizer?

O humor não é nada de especial, as gárgulas são engraçadas mas é só isso. Achei o Febo um bocado chato, o típico gajo que conquista a moça. Eu até entendo porque ficou com ele e não vou dizer que ele estar ou não estar é a mesma coisa, porque ele tem impacto na história, mas sinceramente não via grande necessidade de um interesse amoroso. Mas isto sou eu que quero heroínas que mostrem que casar e ter filhos não é tudo o que há na vida para uma mulher. Entendo que sou eu que peço demais, ou peço finais que me agradem (apesar de ler romances em que fico toda "OMD eles ficaram juntos no fim!", sim sou a contradição em pessoa), mas que há que obedecer a certas regras e, afinal de contas, trata-se da adaptação de um clássico da literatura e na época a condição da mulher era diferente.

Posto isto, se ainda não viram não sejam parvos como eu e adiem o visionamento deste filme. A sério, às vezes só me apetece dar porrada no meu "eu" passado, mais ao menos como o Marshall faz num episódio de "HIMYM".

Veredito: Vale o dinheiro gasto. É um filme que me imagino a rever, não tanto por toda a história mas há bons momentos. Além disso quero ler o livro em que se baseia. Na verdade já ando para ler o livro desde que fui a Paris, onde visitei e apaixonei-me pela Catedral e a sua vista. Cheguei a dizer que odiava a cidade, jamais queria ir a Paris, e que vim de lá a adorá-la e a querer voltar? Só mais uma prova do quanto os meus juízos de valor podem estar, e geralmente estão, redondamente enganados. :P

6 de janeiro de 2014

Revolutionary Road

Autor: Richard Yates
Ficção | Género: romance
Editora: Biblioteca Sábado | Ano: 2010 (publicado originalmente em 1961) | Formato: livro | Nº de páginas: 280 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: entre 10 de dezembro de 2013 e 5 de janeiro de 2014. Foi o vencedor da última votação do Monthly Key Word Challenge e estava cá por casa desde 2010, pelo que era elegível para o Mount TBR Challenge. Como só o acabei agora, acabou por não contar para nenhum.


Opinião: A melhor ideia que tive o ano passado foi dar a escolher por votação os livros a ler para o desafio do Monthly Key Word, mais não tenha sido por, deste modo, atirar-me a alguns bons livros que tenho por casa, pois apesar de qualquer que tenha sido minha opinião final, não deixaram de ser leituras boas e interessantes, de onde sempre consegui retirar algo. Este não foi excepção.

Esperava vir a gostar mais da escrita deste autor e apesar de achar que passa bem alguns dos sentimentos das personagens, achei-a algo seca e monótona. Mas o mais estranho é que parece acabar por se coadunar à história, que apresenta várias personagens presas a uma vida monótona, tendo no entanto ambicionado, perspectivado, uma vida completamente diferente e, a seus olhos, muito mais preenchida do que aquela que inevitavelmente acabaram por seguir.

Não vou dizer que me reflito nas personagens mas entendo o desespero de April, por exemplo, e a relutância em largar tudo, sobretudo a estabilidade que se tem e a rotina confortável, de Frank e perseguir algo tão esquivo como sonhos. De facto, passei o livro todo a achar que ele era um cretino convencido e armado em superior até perceber que talvez eu faça o mesmo, numa tentativa, algo vã reconheço, de manter um resquício de singularidade, de mostrar a mim mesma que sou única, que me destaco do mar de gente que encontra conforto na rotina, num emprego que dá algum tipo de satisfação mesmo que seja o de às 18h sair porta fora. Aqui até sei que sou mais afortunada, pelo menos, que o personagem e muitos outros, mas não deixam de existir dias em que dúvidas como "é mesmo isto que quero fazer? é o melhor que consigo? não há outra vida para além disto?" assaltam o espírito.

As restantes personagens, Campbells e Givings, também nos mostram dilemas parecidos, sob uma aparente noção de normalidade, mas é o elemento anormal que destoa e mostra a imperfeição da imagem, criticando a sociedade que se contenta em viver num "vazio sem esperança" e colocando-nos a pensar na nossa própria situação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Só ao escrever me apercebi do quanto gostei do livro, apesar de ter demorado a entrar nele por achar a escrita algo secante e ter sido difícil ligar-me às personagens a nível emocional apesar de entender os seus dramas. Mas é um livro que acaba por se entranhar. Fica a curiosidade para ver o filme.

1 de janeiro de 2014

Curtas: Downton Abbey, Hansel & Gretel: Witch Hunters

Era para fazer uma curta com mais filmes, mas ou já escrevi porque entretanto revi alguns ou não me apetece escrever agora porque já faz algum tempo que os vi. Ficam a última série cujo último episódio da temporada assisti e o último filme visto. A ver se em 2014 faço um registo mais completo por aqui. *fingers crossed*

Título: Downton Abbey
Criador: Julian Fellowes
Atores: Hugh Bonneville, Elizabeth McGovern, Maggie Smith, Michelle Dockery

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 28 de outubro a 27 de dezembro, gravei a série na box e ia acompanhando conforme a minha disponibilidade.

Temporada: quarta, as temporadas anteriores aqui e aqui.

Opinião: Ponderei não assistir a esta temporada depois do final absurdo da terceira, mas que posso dizer? Dowager Countess e todo o factor novelesco chamam por mim! Mas o drama é tanto e começa a aborrecer. Já falei de como a Edith aborrece, e tal volta a acontecer nesta temporada, mas devo dizer que gostei da sua decisão no último episódio. Eu sabia que as coisas com a Mary teriam de trazer um novo interesse romântico, depois do acidente do Matthew, mas três pretendentes? A sério? E tinham de ser todos abastados, mesmo que um não o mostre a princípio?! *head desk* Quanto aos criados, doeu ver a história da Anna, ainda que se adivinhasse o desfecho mal ela começa a "dar bola", por assim dizer, ao tipo. O Thomas foi uma deceção, mas Mrs Hughes e Mr Carson <3

Estou num ponto em que já só vejo por uma ou outra personagem e interações, como as da Dowager Countess com a Mrs Crawley ou até com o Branson, mas já não me consigo importar com as personagens.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

Título: Hansel & Gretel: Witch Hunters
Diretor: Tommy Wirkola
Baseado na história contada pelos Irmãos Grimm por Tommy Wirkola
Atores: Jeremy Renner, Gemma Arterton, Famke Janssen

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 30 de dezembro enquanto passava roupa a ferro. :D 

Opinião: Eu sei que não é dos filmes mais brilhantes, que tem um monte de clichés e um enredo demasiado prevísivel, de tal forma que os twists não me surpreenderam. Mas é tão engraçado! E tem sangue, tripas pelo ar, a Gemma Arterton a dar porrada e a ser um bad ass girl. Achei a personagem da Gretel feminista, na medida em que aparentemente dá-se conta de que as mulheres podem ser acusadas de feitiçaria injustamente, ao passo que Hansel não se importaria de matar qualquer uma que seja acusada. Ele não exige tantas provas como a irmão mas achei curioso que ele sofresse de diabetes como resultado de comer uma casa feita de doces. xD

Apesar das suas imensas falhas, mesmo o CGI não me pareceu assim tão bem conseguido, se se partir com poucas (nenhumas mesmo) expetativas para o filme e só se quiser passar um bom bocado (com gore à mistura), este parece ser uma boa escolha.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

29 de dezembro de 2013

Curtas: Persépolis, The Indigo Spell e The Fiery Heart (Bloodlines, #3 e #4) [e-books]

Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Não-ficção | Tema: memória, comic
Editora: Contraponto | Ano: 2012 (publicado originalmente em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 352 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: entre 15 e 26 de novembro, pois o meu irmão ofereceu-mo pelos anos e, para não o desincentivar de me oferecer livros, fiz questão de lhe mostrar que qualquer livro que me ofereça é para ler. :P Lamento no entanto dizer que ele só oferece um livro por ano, já que no Natal não recebi nenhum. *suspira e olha em volta* Quer dizer, também não é como se eu precisasse de mais livros...


Opinião: Eis uma história da qual pouco ou nada sabia e que me surpreendeu. Estranhei-o a princípio, o desenho algo infantil e simplista, a ingenuidade da história, mas com o avançar da leitura percebi a sua mestria. A narrativa vai evoluindo, conforme a protagonista vai crescendo, e de tiradas infantis (e perfeitamente válidas, tenho a plena noção de que pensaria o mesmo :D) como "o meu avô era um príncipe!" passamos para uma percepção do que a revolução iraniana foi e o que custou a tantos, tal como a pequena Marjane.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: The Indigo Spell e The Fiery Heart (Bloodlines, #3 e #4) [e-books]
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2013 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei neles: entre 28 de novembro e 8 de dezembro. Depois dos livros com temas que convidavam a ponderar sobre os mais diversos temas, precisava de algo leve para descontrair.

Sinopse aqui e aqui

Opinião: Ia a dizer o quanto esta série é um guilty pleasure, mas a verdade é que cada vez menos me sinto culpada pelas coisas que gosto. E eu adoro esta série. Sim, tem vampiros e bruxas, muitos clichés, é demasiado previsível e a protagonista consegue irritar com as suas dúvidas, que se tornam repetitivas e chatas, mas eu dou por mim a devorar as páginas que nem doida! Culpo as piadas, a interação entre as várias personagens mas sobretudo Sydney e Adrian. Quem os viu e quem os vê. <3 O pior mesmo é achar que a autora anda um bocado a encher chouriços, já que cada livro debruça-se sobre um ou dois problemas que Sidney tem de resolver, enquanto o arco maior é desenvolvido lentamente. E o final, mas apenas porque odeio que as situações não fiquei resolvidas. *conta os meses que faltam até ao próximo livro*

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

E de livros parece-me que ficamos por aqui.

Curtas: The Handmaid's Tale [e-book], The Book Thief [e-book]

Ora aqui fica um resumo muito resumido do que vi e li para ver se em 2014 começo do nada e consigo manter um registo como deve ser por aqui, coisa que este ano foi muito ao lado.

Começando pelos livros... Sim a minha tentativa para escrever algo coerente sobre The Handmaid's Tale, The Book Thief e Persépolis saiu completamente ao lado, aqui vai uma nova tentativa.

Título: The Handmaid's Tale [e-book]
Autor: Margaret Atwood
Ficção | Género: ficção científica
Editora: Harcourt | Ano: publicado originalmente em 1985 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: entre 2 e 17 de outubro, para uma leitura conjunta do SLNB. Também conta para o Mount TBR Challenge e para o Book Bingo.

Sinopse

Opinião: Este é um relato impressionante de uma mulher numa sociedade distópica, de cariz teocrático e fortemente hierarquizada, mesmo dentro da separação entre sexos e sendo sobretudo notório no género feminino. As classes não se centram tanto na riqueza, mas sobretudo no papel que cada mulher tem na sociedade: mãe, procriadora e cuidadora. E digo que é um relato impressionante não só porque é uma história demasiado real, demasiado verosímil, mas porque a relação de um indivíduo com o seu corpo, com a sua mente, a sua relação com os outros e até com a religião, encontra-se muito bem explorada. Convida a pensar e avaliar-nos a nós próprios.

Veredito: Para ter na estante.

Título: The Book Thief [e-book]
Autor: Markus Zusak
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Knopf | Ano: 2007 (publicado originalmente em 2005) | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: entre 12 e 24 de novembro, já que ganhou a votação para o Monthly Key Word Challenge. Também conta para o Mount TBR Challenge .

Sinopse

Opinião: Não vou negar, esperava gostar mais. No entanto, adorei o facto de se passar durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha e mostrar um grupo de pessoas comuns e como são atingidos pela guerra. Gostei da narração pela Morte, das suas reflexões sobre o que via e sobre o seu trabalho. Não fiquei fã da rapariga que roubava livros, mas há outras personagens que dão cor e profundidade ao livro com os seus problemas, as suas desventuras e o seu amor por aquela rapariga, como Max, Rudy, Hans e até Rosa. Sim, eu não gostei dela mas gostei das restantes personagens por o fazerem.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

27 de dezembro de 2013

Game of Thrones (2)

Criado por: David Benioff, D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Peter Dinklage, Emilia Clarke, Michelle Fairley e tantos outros meu Deus

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde vi: não me recordo de quando comecei a ver, talvez no verão, e acabei a 25 de novembro.

Temporada: segunda e terceira, e falei da primeira aqui.

Opinião: Se achei a primeira temporada fantástica, o mesmo não posso dizer destas duas. Não foram más, quer dizer os nonos episódios são fantásticos em todas as temporadas, mas não me deixaram tão empolgada como isso. Para dizer a verdade, enquanto a primeira temporada tinha-me a ver os episódios TODOS de seguida, demorei meses a ver estas duas. Talvez o problema tenha sido meu, talvez seja do Martin que não acaba a história pois estive a reler o livro no início do ano e diga-se que não fiquei entusiasmada para ler os outros porque sei que tenho de esperar pela publicação dos livros que faltam, duvido que seja da história ou até do casting, apesar de se começar a notar algumas fragilidades na transposição de alguns POV para o ecrã... *desabafa* You know nothing Jon Snow, and you are SO BORING! *fim do desabafo*

Começa a notar-se, ou pelo menos é mais notório para mim agora, como a imensidão de personagens e linhas de narrativas ameaça fragilizar a obra. Acho esplêndido o trabalho do autor e nos livros, até onde li, a coisa está muito bem conseguida, mas em televisão sobressai muito mais como certas linhas têm pouco destaque ou avançam tão pouco apesar de poderem vir a desempenhar dos maiores papéis na história de Westeros. A parte de Bran por exemplo, parece-me subaproveitada, a de Jon, mas realmente talvez nos livros também não sejam linhas assim tão mexidas como isso, mas são das que gosto mais e custa vê-las aqui com tão pouco destaque. Já as intrigas de King's Landing acabam por se destacar pela positiva. :) Mas apesar de tudo isto, acho que seria difícil fazer melhor.

Como disse, os nonos episódios estão fenomenais. A batalha de Blackwater é TAL E QUAL a tinha imaginado, mas com mais azeite/óleo a ferver! \o/ E o nono da terceira temporada é tão... poético, para quem gosta de coisas macabras e tenha mentes retorcidas. :D Ainda não me tinha deparado com tal acontecimentos nos livros mas é engraçado como a música começa a tocar e pensei logo "isto não vai acabar bem". Ainda temi que certa coisa não acontecesse a certa pessoa mas estava eu a queixar-me e zás! E eu toda feliz. Sim, posso ter algum problema. E a Dany... gosto tanto da Dany e dos seus dragões. <3

Apesar dos meus problemas com a série ela merece um grande high five por conquistar não leitores como o meu irmão. É engraçado pois tentei convencê-lo a ver a primeira temporada mas teve de vir um amigo para começar a ver. É um ultraje não confiar nos gostos da mana e depois vai e vê tudo de seguida achando-se grande fã... Bah! Apetece-me vingar-me lendo os livros todos e spoilando-o, mas acho que ele não se importaria porque já me pergunta se sei o que vai acontecer. Mas eu devia realmente de me atirar aos livros. Acontecimentos como o The Rains of Castamere devem ter todo um outro impacto.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Apesar do meu problema com a série, sobretudo sentir que há linhas de história mal aproveitadas ou que não têm o destaque que eu gostaria, não deixa de ser uma belíssima adaptação, bastante fiel, pelo que me dá a perceber, à obra original.

23 de dezembro de 2013

Thor: The Dark World

Diretor: Alan Taylor
Baseado nas comics da Marvel por Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely, Don Payne e Robert Rodat
Atores: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Christopher Eccleston

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: a 2 de novembro no IMAX em boa companhia e amena cavaqueira!

Opinião: Um fartote de riso, é o que me vem à cabeça para descrever este filme. Isso e "Loki Show", mas vai daí eu sou parcial ao Tom (<3) e acho que o homem é a melhor coisa deste franchise. Olhem San Diego! E a quantidade de vezes que o homem dançou enquanto promovia o filme! Aqui, aqui e aqui num dance-off com o Zachary Levi! *olha em transe para os moves e esquece-se do que estava a fazer...*

*1 hora depois....*

A história continua após os acontecimentos de "Os Vingadores", com Loki a ser julgado e preso e Thor entretido a apagar fogos por todos os 9 Reinos, quando começa a sentir-se um fenómeno estranho que faz com que os vários universos convirjam e as suas fronteiras se esbatam, surgindo uma série de "portais", chamemos-lhes assim, que permitem a passagem de um mundo para o outro e criam situações bizarras. É assim que Jane passa para uma outra dimensão e toma contacto com o "aether", uma substância que supostamente havia sido destruída, acordando uma raça de elfos negros, que supostamente deveriam ter sido dizimados. Muito supunham erradamente... De qualquer maneira, isto dá o mote para o regresso de Thor a Midgard, para reacender a chama com a sua amada Jane (e levar um par de estalos) e tentar protegê-la, tendo de recorrer à ajuda de Loki (que também leva um belíssimo estalo) pois acabam por ter um adversário comum.

Sim, aquilo é todo o enredo e dito assim parece algo "meh" e tão cheio de clichés... E é exatamente isso, mas tão hilariante! A relação Thor-Loki é aqui trabalhada na perfeição para suscitar vários momentos de risota, como quando Thor liberta Loki e há um cameo genial, a Darcy é o comic-relief em pessoa (mew-mew xD) juntamente com o seu estagiário, e o Dr. Selvig está completamente doido. Mas para balançar o riso, há também momentos tensos, afinal de contas Thor está mais maduro e apesar de ainda não ter conseguido perceber exatamente porque raio é que a mente do seu irmão se tornou um "bag full of cats", já está um pouco de pé atrás e não se deixa iludir tão facilmente pelos truques Loki. Este está a tornar-se um autêntico deus do caos, sendo que nunca sabemos bem para que lado pende, pois quando parece que está a virar bom, é precisamente quando é necessário parar e pensar "espera aí, ele não ganha nada com isto, há aqui algum truque!" Mas apesar deste lado caótico e calculista, também é mostrado um lado mais frágil, sobretudo na prisão. É interessante ver como é a personagem que acaba por ter mais profundidade (necessidade de mostrar o que leva alguém a ser mau ou a ter comportamentos desviantes, porque o ser humano e inerentemente bom?), já se tinha visto no primeiro filme algum desespero e inadequação no diálogo com o pai adotivo e aqui vemos (muito pouco mas ainda assim explorado de forma brilhante para mim) a ligação que tem com a mãe.

Neste filme também sai a ganhar, apesar de ainda não me convencer completamente, a relação de Jane e Thor. Ainda não percebo o que vê nela (ok, é a Natalie Portman, mas mesmo assim) mas também acho que os enredos não têm sido assim tão bons para a cientista. Mais uma vez é fora de Midgard que a história tem interesse, parecendo que aquela só serve para ser palco de lutas. Sim, é um filme com deuses, mas se há uma cientista podiam inventar coisas com mais... ciência e não apenas "ah e tal a ciência explica isto desta forma"! Podiam fazer algo que desse à Jane um papel com ainda maior destaque (desde já sugiro um filme só com a Jane a dar estalos a todos os heróis e vilões da Marvel!), para além de dizer "vamos espetar estas coisas no chão e esperar que dê certo" ou ser uma damsel in distress. No que toca a outras personagens, YAY! Zachary Levi a substituir o Príncipe (Chato) Encantado! \o/ Foi daqueles momentos "aquela cara não é a mesma do outro filme, eu conheço aquela cara de outro lado, é o Chuck!" (e diga-se que o filme teve vários momentos, como "oh não isto é a cena do Boromir all over again... *1 minuto depois* espera aí..."). Acaba por ser uma pena que tantas personagens interessantes, ou não fossem elas figuras da mitologia nórdica, tenham tão pouco destaque como Sif e Heimdall, mas contribuem para dar cor e ajudar na caracterização de Asgard.

Visualmente o filme é muito bom, vi-o no IMAX e pareceu-me muito bem ainda que o 3D não se sentisse assim tanto como estava à espera (a minha experiência neste género também se resume apenas ao Parque Jurássico, que também vi no IMAX, e esperava que fosse um cadinho nada melhor por ser um filme mais recente e não convertido 20 anos depois, mas foi bastante semelhante, não coloco de lado o mal ser meu e não dos filmes). Gostei bastante da luta final, a cena dos portais permite uma sequência de ação interessante (ainda que nem sempre fácil de seguir, mas penso que era propositado) e piadas muito bem conseguidas, o que acaba por tornar a coisa em algo de diferente apesar da premissa (salvar o mundo!!!) tantas vezes vista.

O final é deixado em aberto e como todos os finais de filmes da Marvel é bastante sugestivo. Infelizmente não sei muito do universo das comics pelo que me socorro da Wikipedia para tentar ter uma ideia do que pode vir aí, não só em termos de Phase 2 e mesmo 3 do Marvel Cinematic Universe, mas também no que diz respeito a "Thor". Resta aguardar pelos filmes e ver se a coisa até bate certo. *torce pela Morte e Infinity Gauntlet*

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Acho que me entusiasmei, sobretudo com links para vídeos, pelo que é melhor ficar por aqui, mas deixem-me dizer que tudo o que é Marvel Cinematic Universe corre o risco de vir parar a casa. Quem me quer oferecer, hem? Podem começar por isto. :D

19 de dezembro de 2013

A Bela e a Fera

Diretores: Gary Trousdale, Kirk Wise
Atores/Vozes (na versão original): Paige O'Hara, Robby Benson, Angela Lansbury

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Sim, o título não está errado porque a versão que idolatro e (re)vejo vezes sem conta é a brasileira! *desata a cantar "Sentimentos são"* Onde é que eu ia? Ah pois, ele há dias em que uma pessoa torna-se melancólica, saudosista e relembra os filmes que via na infância, um tempo longínquo, sem preocupações... Como rever "O Rei Leão" foi coisa que já fiz este ano (cheguei a escrever sobre ele por aqui? Não? Bem, a crítica é fácil... MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS! E a versão portuguesa é magnífica! A original também é excelente, mas a portuguesa é que tem um lugar no meu <3) e parecia-me algo redundante voltar a rever, resolvi-me antes por este.

Oh, o que dizer?! É dos meus filmes Disney preferidos! A história, as músicas (sem contar com a que já linkei, temos esta e esta que de vez em quando dou por mim a cantar), aquela enorme biblioteca, o maravilhoso staff encantado a dar porrada na multidão, o momento estranho quando o Monstro vira príncipe e eu penso que com pêlo ele era mais fofinho! :P A história de amor não acontece à primeira vista, mas com o convívio (ainda que forçado é certo e não falemos do artigo que diz que a Belle sofre de Síndrome de Estocolmo), com o conhecer a outra pessoa e gostar dela pelo que é interiormente e não exteriormente. Claro que é bom no fim afinal de contas ele ser mais giro que o "bonitão" do Gaston, mas era um monstro... se bem que fofinho... e com lacinhos... :D

Enfim, é dos meus filmes animados preferidos e é melhor ficar por aqui, que acho que já escrevi demasiada asneira. :D

Veredito: Para ter na estante. Mas vai daí, qual é o filme da Disney que não merece estar na estante?

17 de dezembro de 2013

Brokeback Mountain

Diretor: Ang Lee
Adaptação do conto Brokeback Mountain de Annie Proulx por Larry McMurtry e Diana Ossana
Atores: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 15 de outubro, na Fox Movies, se não estou em erro.

Opinião: Sim, devia ser a única pessoa que ainda não tinha visto o filme dos "cowboys gays" apesar da minha ligeira queda para o bromance. Mas também tenho queda para desconfiar de tudo o que vem muitíssimo bem recomendado e tenho de estar com o espírito certo para filmes lamechas e, convenhamo, este é um pouco. Felizmente estava num desses dias em que a lamechice é bem vinda e por isso não foi nada mau.

Gostei bastante da química entre as personagens principais, Ennis e Jack, desempenhados respectivamente por Heath Ledger e Jak Gyllenhaal, sobretudo quando se reencontram pela primeira vez passado tanto tempo. Ambos os atores conseguem transmitir a emoção crua dos personagens, as suas dúvidas (sobretudo Ledger) e anseios (Gyllenhaal). As personagens femininas, embora com menos destaque, também se revelam impressionantes e reais, como Alma (Michelle Williams) quando se depara com o beijo do reencontro.

Apesar de ter gostado bastante, houve partes que achei algo paradas e que fazem com o que o filme pareça  longo ou que demora mais do que devia. Porém acaba por valer a pena pois a história e os seus dramas são envolventes, e as personagens são tridimensionais, o que nem sempre é fácil de encontrar em filmes românticos e dramáticos como este, digamos assim. No entanto tenho de dizer que não fiquei com curiosidade de ler o conto.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perdeu com isso. Como disse, gostei mas não suscitou curiosidade para ler o conto ou mesmo rever o filme.

9 de dezembro de 2013

The Handmaid's Tale, The Book Thief, Persépolis

Sem dúvida de que os livros que mais nos desafiam são os mais difíceis sobre os quais escrever. Como fazer jus a tal livro? Como falar sobre as questões que nos colocou? Como nos levou a pensar em assuntos que jamais nos lembraríamos, sobretudo porque tomamos tanta coisa como certa no nosso dia-a-dia? Mas são estes os livros que por isso mesmo se tornam clássicos e intemporais. Se acredito que os três acabem por ser clássicos, talvez não mas têm tudo para o ser. 

Queria escrever algo sobre a estes três livros mas percebi que é impossível referir-me a todos individualmente quando se debruçam quase todos sobre a mesma coisa: liberdade. Se no primeiro tal coisa é notório, afinal Offred vive presa numa sociedade fortemente hierarquizada, desprovida de tudo o que a faz uma pessoa única para "seu próprio bem", e tal é feito praticamente com a sua conivência, com a sua incapacidade de se rebelar contra o que estava a acontecer porque vários factores que possibilitam essa liberdade foram-se erodindo (dinheiro, identidade...), nos outros dois é mais difícil de ver mas está lá, em Max no caso de The Book Thief e na história do século XX do Irão. Perante estes dois últimos livros percebi que o cenário do primeiro pode não estar assim tão longe, pois a Humanidade não parece querer aprender com os erros do passado e por isso a História tem tendência a repetir-se.

A boa retórica consegue dar a volta à cabeça das pessoas. Seja a convencê-las de que tudo é por um bem comum e universal maior que todos nós, ou de que um grupo de pessoas é a causa de todos os males e que o ir para uma guerra devastadora é a maneira certa para agir. Felizmente o bom uso de palavras também pode ser usado para nos contar as monstruosidades que aconteceram e mostrar futuros que podem (ou mesmo devem) ser evitados. Seja através de uma distopia escrita como que em stream of consciousness, através dos olhos da Morte ou do relato uma criança ingénua que cresce no meio de uma revolução cultural, podem mostrar o que de bom há na Humanidade e como evitar atropelos aos mais variados direitos do Homem. Basicamente ensinam, pedem mesmo que pensemos por nós próprios ao desafiarem-nos.

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