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16 de agosto de 2009

The Jane Austen Book Club/O Clube de Leitura de Jane Austen

Informação técnica no IMDb.

Director: Robin Swicord
Escritores: Robin Swicord (adaptação), Karen Joy Fowler (obra original)
Actores: Maria Bello, Emily Blunt, Hugh Dancy
Nota: 3/5

Mais uma adaptação vista. Não gostei particularmente do livro e foi um pouco de pé atrás que vi o filme, pelo que foi com alguma surpresa que acabou por se revelar bem mais interessante e mais de acordo com o que esperava quando peguei no livro. Acabou mesmo por satisfazer mais que a obra literária a que foi buscar inspiração.

Como não podia deixar de ser, há algumas mudanças, mas a meu ver foi para melhor. Não há os flashbacks, toda a história se desenvolve no presente, ao longo dos 6 meses em que o clube se junta. As personagens parecem mais reais e menos convencidas que as do livro. Algumas sofreram alterações, nomeadamente Grigg e o marido de Prudie, mas acho que isso só veio melhorar a dinâmica da história. Os encontros para debater os livros são interessantes e parecem-me melhor explorados que no livro, e vemos realmente os livros de Jane mudarem as vidas das pessoas. Devo dizer que fiquei algo excitada com o facto de Persuasão ser o motor para algumas dessas mudanças, até porque é o meu livro preferido da autora. :P Todo o elenco me parece bem, nota especial para Emily Blunt, pois gostei bastante da sua personagem.

Sem dúvida que aconselho o filme ao livro. É um dos raros casos em que a adaptação é melhor que o romance original.

3 de agosto de 2009

Harry Potter and the Half-Blood Prince/Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Informação técnica no IMDb.

Director: David Yates
Escritores: Steve Kloves (adaptação), J.K. Rowling (obra original)
Actores: Daniel Radcliff, Michael Gambon, Alan Rickman
Nota: 3/5

Ou eu ando muito sádica nestes últimos tempos ou então, já que os livros não são infantis, querem que os filmes do Harry Potter o sejam. Aquele não era o final que eu estava à espera, até porque não é bem aquilo que vem no livro, e diga-se que é bastante anti-climático. Mas comecemos pelo principio…

Este é um dos meus livros preferidos, exactamente devido ao seu início. O capítulo inicial tem por título “O Outro Ministro”, o que só por si é bastante apelativo devido às várias interpretações que se podem fazer de tais palavras, e torna-se ainda mais interessante quando nos é dado a conhecer que o Ministro em que se foca o capítulo é o Primeiro-Ministro dos muggles. Ora bem, só por este capítulo o livro agarrou-me já que é o primeiro que nos mostra como o mundo mágico se funde com o muggle, visão que até aí nos tinha sido muito supérflua. No filme isto também acontece, se bem que não de maneira totalmente satisfatória, ou melhor como eu estava à espera. Para além de que fiquei ofendidíssima pelo facto de variados Devoradores da Morte voarem, coisa que devia ser privilégio de poucos, nomeadamente do Snape e do Voldemort, mas isso até só deveria acontecer no último livro. Enfim…

Passamos depois a conhecer Slughorn (fantástico se me permitem dizer), Narcissa (um pouco diferente do que estava à espera), e que Draco tem uma qualquer missão. Vemos também a loja dos gémeos Wesley (sem a piada do U-No-Poo :( ) e temos vários piscares de olhos às diferentes relações amorosas que se vão desenrolar durante aquele ano lectivo e… parece que é basicamente a este último tema que se cinge o filme. Há tanta hormona aqui como no quinto livro (que diga-se é o que menos gosto de toda a série, exactamente devido às hormonas!), mas felizmente aqui vai dando para rir, se bem que preferia que o filme se centrasse em coisas um pouco mais sérias, como as “viagens” no Pensatório, que aqui ficam cingidas a duas. Nada de conhecer melhor Voldemort, a não ser que já em criança seria psicótico, ou o porquê de escolher determinados objectos para fazer as horcruxes. Eu e a Slayra no final perguntamo-nos mesmo como é que Harry sabe o que terá de procurar no(s) último(s) filmes(s): terá Dumbledore deixado uma carta?

Mas o final é que realmente é decepcionante e afasta-se completamente do livro, tal como acontece também com outros pormenores (a meu ver sem qualquer tipo de desculpa), que um fã não pode deixar de notar. Estamos o filme todo a tentar perceber o que raio anda o Draco a fazer para depois aparecerem 4 Devoradores da Morte, entre os quais um lobisomem que segundo o livro é algo sádico e gosta de criancinhas, e haver só uma a partir a casa toda, que mesmo assim se resume ao Grande Salão e à casa do Hagrid. :/ Onde está a luta entre o Exército de Dumbledore e os Devoradores da Morte? Onde está Fenrir a morder Bill? Este é o livro que traz a guerra entre os dois lados para dentro de Hogwarts, que torna essa realidade mais próxima dos personagens e do leitor, que mostra que vai haver baixas, sejam elas mortes ou danos físicos que ficarão para sempre. Quase nada disso aconteceu. Bah!

O casting adulto continua a ser excelente, o mais jovem nota-se que está a crescer de filme para filme. Dan Radcliff continua a não ser grande coisa, mas há que dar-lhe os parabéns pela sequência do "Felix Felicis", onde está muito bem mesmo. É pena que não esteja assim tão confiante, tão liberto, nas outras partes. Rupert Grint pode vir a ter sucesso como comediante, as moças também vão bem, cada uma no seu papel.

Um bom filme? Sim, não é mau, dá para rir bastante e passar uma bela tarde, mas sendo adaptação de um dos meus livros preferidos, de uma das minhas séries preferidas, estava à espera de algo mais. Eu sei que o livro é algo parado, mas conseguiram fazer do filme algo ainda mais parado que, se não fosse pelos contínuos gags, pouco tinha a oferecer.

23 de junho de 2009

Lolita (1962)

Informação técnica no IMDb.

Director: Stanley Kubrick
Escritores: Vladimir Nabokov (adaptação e romance original)
Actores: James Mason, Shelley Winters, Sue Lyon, Peter Sellers
Nota: 4/5

Mais uma vez, depois de ler o livro tinha de ver o filme, sobretudo tratando-se da versão em que o próprio autor trabalhou, adaptando o seu romance ao grande ecrã. Devo dizer, desde já, que não sou fã de Kubrik, adormeci a meio dos únicos dois filmes dele que vi, 2001: Odisseia no Espaço e De Olhos Bem Fechados, pelo que foi uma certa vitória pessoal conseguir permanecer acordada durante o visionamento deste filme.

À semelhança dos filmes mencionados, este tem um ritmo algo lento mas bastante mais agradável de se seguir. Contrariamente ao que acontece no livro, tomamos logo conhecimento do crime praticado por Humbert Humbert, sendo que depois voltamos atrás na história para perceber o que o levou até tal acto. A parte da infância de Humbert encontra-se suprimida no filme, enquanto Clare Quilty, desempenhado brilhantemente por Sellers, ganha um maior destaque do que no livro. A relação entre Humbert e Lolita, que no filme aparece tal e qual eu a tinha imaginado, é subentendida, muito devido à censura americana na época, mas é fácil de acompanhar e não choca tanto como pode acontecer no livro.

O elenco, mais uma vez uma nota especial para Sellers, parece-me que foi bem escolhido, sendo que cada personagem é desempenhada de forma conveniente e fiel ao livro. Tendo o autor do romance original como argumentista, também pode ter contribuído para a fidelidade à obra, apesar das pontuais diferenças próprias para uma melhor compreensão do público. O livro é bastante poético e um bom espelho da alma de Humbert, coisa que seria difícil passar para o grande ecrã, assim como o desfecho da história, onde só “conhecemos” realmente Quilty no final, apesar de aparecerem algumas dicas ao longo do texto, aqui o antagonista de Humbert é-nos apresentado de forma mais conveniente e não parece algo saído da cartola do autor. Outro ponto positivo é que a parte das viagens, bastante aborrecida no livro, é cingida ao mínimo no filme, tornando-se a história bem mais agradável.

Sem dúvida, uma boa adaptação e mesmo uma bela alternativa ao livro.

10 de junho de 2009

Twilight/Crepúsculo (2008)

Informação técnica no IMDb.

Director: Catherine Hardwicke
Escritores: Melissa Rosenberg (adaptação) e Stephenie Meyer (romance original)
Actores: Kristen Stewart, Robert Pattinson
Nota: 3/5

Era previsível que, mais tarde ou mais cedo, deveria ver o filme e comentá-lo, não? :P

Tal como para o livro, as expectativas para este filme também não eram muitas. Não foge muito ao livro, por acaso até acho que é uma boa alternativa ao mesmo, pecando apenas por certos detalhes não serem tão bem explicados ou notados, como o porquê de os olhos dos vampiros mudarem de cor. Não tem tantas partes chatas e, para além do mistério que Edward apresenta, temos um outro sobre o que anda a matar pessoas em Forks, o que considero ser uma inovação boa em relação ao livro, já que os antagonistas, por assim dizer, não parecem cair de pára-quedas, como acontece no livro.

Os protagonistas não estão mal, cada um no seu papel, mas não parece haver química entre ambos. O resto dos actores também desempenha convenientemente o seu papel, não havendo ninguém que se destaque. Na verdade, o que mais se parece destacar é a banda sonora, na minha opinião, bem escolhida e que cria o ambiente correcto para cada cena. Achei que a banda sonora estava tão bem que, as partes sem música, parecem algo estranhas e comprometedoras, o silêncio parece avassalador e errado. Estranho, mas não me consigo explicar melhor.

Não é mau, é um daqueles filmes que se vê bem numa tarde em que não há nada para fazer.

2 de junho de 2009

Daniel Deronda (2002)

Informação técnica no IMDb.

Director: Tom Hooper
Escritores: Andrew Davies (adaptação) e George Eliot (romance original)
Actores: Hugh Dancy, Romola Garai, Hugh Bonneville
Nota: 4/5

Depois de ter lido o livro é claro que não podia deixar de ver a mini-série da autoria, como sempre, da BBC e mais uma vez não fiquei desiludida.

Apesar de algumas mudanças e do óbvio limite de tempo (a série tem cerca de 3h30 de duração), mantém-se bastante fiel ao original, mostrando-nos, penso que melhor que no livro, a relação entre as duas personagens principais, Gwendolen Harleth e Daniel Deronda. Diga-se que os actores têm também uma bela química, Hugh Dancy e Romola Garai, actores que pouco ainda tinha visto mas que aqui estão realmente muito bem. Foi bem mais fácil torcer por eles nesta adaptação que no livro. Mas os restantes elementos do casting fazem também um trabalho fenomenal, nomeadamente Hugh Bonneville que como Grandcourt estava simplesmente detestável e que, na minha opinião, por vezes sobressai mais que os dois protagonistas, nas cenas em que estão os três. Também gostei de ver actores que já conhecia de outras adaptações de obras literárias pela BBC, como Amanda Root de Persuasão e que aqui desempenha a mãe de Gwendolen, e David Bamber, o inesquecível Mr. Colins de Orgulho e Preconceito, nesta adaptação no papel de Lush, como que o braço direito de Grandcourt. Pensei que Mirah fosse mais bonita, mas a actriz faz um exemplar trabalho mostrando toda a humildade da personagem. Sinceramente, todo o casting é perfeito.

A história encontra-se bastante coerente, só tenho pena que a questão judaica não tenha sido melhor explorada. Daniel aqui parece ter mais o papel de Messias, profetizado por Mordecai, do que propriamente de aluno e seguidor das ideias daquele, como acontece na obra original. Também achei a ligação entre Daniel e Mirah menos próxima, talvez porque vemos menos desta última personagem. Por último, tive pena de ver muito pouco do pequeno Jacob Cohen, que adorei no livro mas é compreensível.

É uma boa adaptação, uma boa maneira de conhecer a história de um bom livro, se bem que algo denso e descritivo. Para quem não tiver paciência para o livro, já que tenho lido algumas críticas negativas (apesar de o ter adorado), aconselho sem dúvida esta adaptação.

30 de março de 2009

Mansfield Park (1983)

Informação técnica no IMDb.

Director: David Giles
Escritores: Ken Taylor (adaptação) e Jane Austen (romance original)
Actores: Sylvestra Le Touzel, Nicholas Farrell, Robert Burbage
Nota: 4/5

Esta é a única versão das que vi que se mantém fiel ao livro original e devo confessar que, mais uma vez como se passou com Ema, prefiro a adaptação ao livro. As partes mais chatas são colocadas de lado e a protagonista, Fanny Price, parece crescer mais aqui que no livro. Também foi mais fácil gostar dela, assim como de todas as outras personagens, à excepção da Tia Norris, como seria de prever, e de Henry Crawford, o que vai bem com os sentimentos de Fanny, mas mesmo assim deviam ser mais dúbias as suas intenções e o actor não consegue desempenhar tão bem essa duplicidade da personagem, como o conseguiu o actor da adaptação de 1999.

Vi esta série, composta por seis episódios, editada em Portugal pela Prisvideo e devo de confessar-me um pouco desiludida com a tradução. No primeiro episódio, “you need to call on” é traduzido por “tem de telefonar a”. Ora bem, os telefones na época, finais do séc. XVIII – início do séc. XIX, não existiam! Há que ter este tipo de pormenores em conta. Eu até pensei que estava a ler mal e voltei atrás, mas está lá. É um erro crucial, a meu ver, e acho que pedir para terem mais cuidado não é pedir muito.

28 de fevereiro de 2009

Mansfield Park (1999)

Informação técnica no IMDb.

Director: Patricia Rozema
Escritores: Patricia Rozema (adaptação) e Jane Austen (romance original)
Actores: Frances O'Connor, Jonny Lee Miller, James Purefoy
Nota: 4/5

Mais uma vez, esta adaptação afasta-se do livro original e devo dizer que conta a história que eu estava à espera de encontrar, através das várias sinopses e resumos que tinha lido do livro. Aqui o tema da escravatura é mais desenvolvido, assim como a da diferença social de Fanny em relação ao resto da sua família. Fanny Price é uma rapariga inteligente, forte e tem defeitos (!), Edmund também se encontra bem caracterizado e desde sempre apaixonado por Fanny. É por aí que a história difere, mas encontra-se bem explorado e é credível, o que não acontece com a versão que vi anteriormente.

O resto da família também está bem conseguido. Aqui Sir Thomas é desprezível, mas nota-se uma clara mudança no final. Tom, desempenhado por James Purefoy, não é apenas um libertino, tem claras convicções morais. Não posso deixar de ver a sua vida de libertino como sendo uma revolta contra a forma pela qual a sua família tem, então, tanta riqueza. Só não gostei muito da actriz a fazer de Maria Bertram, que supostamente deveria ser muito bonita… Também gostei do Henry Crawford desta versão, muito mais charmoso e com intenções bem mais claras que na versão anterior, e a sua acção no final não choca, até certo ponto é fácil de entender o porquê de tal feito.

Apesar de se afastar do original, a história encontra-se muito bem conseguida e, mesmo, o que eu esperava desde o início. Das versões cinematográficas que vi, é desde já a melhor, mas ainda resta ver a série da BBC dos anos 80…

24 de fevereiro de 2009

Mansfield Park (2007)

Informação técnica no IMDb.

Director: Iain B. MacDonald
Escritores: Maggie Wadey (adaptação) e Jane Austen (romance original)
Actores: Billie Piper, Blake Ritson, James D'Arcy
Nota: 3/5

De todas as adaptações que vi dos livros de Jane Austen, penso que esta é a que mais se afasta do original, na medida em que partes são cortadas, outras são modificadas, e assim são também mudados os diálogos. Mas a maior diferença está na personagem de Fanny. Enquanto que no livro ela é descrita como sendo uma moça frágil, que mal pode andar durante 15 minutos sem se cansar, nesta adaptação ela corre, salta, dança… sem se afoguear. Sendo que era essa imagem de moça frágil que mais me fazia revirar os olhos ao longo da leitura, era de supor que gostaria da sua versão televisiva. Mas nem por isso. Acho que tenho algum problema com a Billie Piper, já na série "Doctor Who" não vou muito à bola com ela, e nesta adaptação também não lhe podia ser mais indiferente.

Mais uma vez gostei de Sir Thomas e mesmo a Lady Bertram, que também se afasta do original, é bem mais aprazível. Gostei de como conseguiram dar o tal sentido dúbio às acções de Henry Crawford, tanto no que toca a Fanny como às irmãs Bertram. Pena é, que não se perceba realmente, como acontece no final do livro, as verdadeiras intenções para com Fanny. Mrs Norris é talvez a personagem que mais se aproxima da descrição de Austen, e também está muito bem nesta versão.

O meu maior problema com esta adaptação nem foi as diferenças, as liberdades tomadas em relação ao original. Entendo que se seguissem ponto por ponto o livro, os custos seriam maiores bem como o tempo de filme. Mas tive um sério problema com a velocidade a que as coisas se processam na adaptação. Parece acontecer tudo de um dia para o outro e não no espaço de um ano, como acontece no livro. O mais flagrante foi mesmo o final onde, de um momento para o outro, Edmund olha para a Fanny e zás!, fica apaixonado.

É uma boa maneira de desfrutar desta história, apesar de tudo, mas espero que haja versões melhores que esta.

20 de janeiro de 2009

Love in the Time of Cholera/Amor nos Tempos de Cólera

Informação técnica no IMDb.

Director: Mike Newell
Escritores: Ronald Harwood (adaptação), Gabriel García Márquez (romance original)
Actores: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt
Nota: 4/5

Ainda não li o livro, mas a adaptação parece-me bem conseguida. Gostei da atmosfera, da roupa, dos veículos (sim, começo a ser entendida no que toca a seges, fiacres…), da banda sonora (Shakira magnífica), da caracterização das personagens e, claro está, da história. Se vou ler o livro? Não sei.

O ritmo é algo lento, apesar de notarmos os anos passarem, não só na caracterização das personagens mas em tudo o que rodeia, as coisas do dia-a-dia. Mas a história parece que engonha um pouco. Do romance entre Fermina e Florentino, pouco vemos, apenas no início e no fim, pelo meio não há nada mais que um Florentino a reforçar o seu voto e uma Fermina a questionar-se aqui e ali se poderia ter sido mais feliz, mas é muito pouco. Também achei interessante a maneira de Florentino preencher o seu vazio, digamos, e de se apaixonar ou sentir algo diferente por uma das suas conquistas.

É um filme que se vê bem, são cerca de duas horas bem passadas, nem que seja apenas pelo visual do filme, que é realmente apelativo. E já agora uma chamada de atenção para a representação de Fernanda Montenegro. Esta senhora não decepciona.

12 de novembro de 2008

Outlander em filme?

I've been getting a number of enquiries, since press releases have started appearing about the movie production of OUTLANDER—excited folk asking "Is it true?" "When?" and (I hope you'll pardon a brief roll of the eyes here), "Who would you cast?" (I couldn't begin to guess how many thousands of times I've been asked that over the last twenty years.)

It's very early days as yet, but I'll answer what I can.

Yes, Essential Productions is developing OUTLANDER as a "major motion picture." (What that means is that they want to make a two-to-two-and-a-half hour feature film.)

And yes, Randall Wallace (the talented gentleman who wrote both BRAVEHEART and PEARL HARBOR—hey, ancient Scots and WWII, how about that?) is writing the script.

No, I have absolutely nothing to say about the casting of the movie. The production people do occasionally ask me what I think of this or that person, but this is simple politeness on their part.

Podem ler o resto em Voyages of the Artemis, o blog da autora.

Como a própria autora reconhece, será difícil adaptar um livro tão grande para um filme com cerca de duas horas, mas gostaria de ver o filme no grande ecrã. Pena é que o Gerard Butler possa estar descartado do papel do protagonista. :P

3 de novembro de 2008

Marley and Me

Não sabia que iam fazer um filme, mas fiquei contente por o fazerem. Ainda não li o livro, mas parece-me ser um daqueles que não faz mal adaptarem ao grande ecrã. Basta ter um cão fofo a fazer as asneiras, e eu dizer "oh! tão querido!", para eu ficar satisfeita. :D



E há outro trailer na página oficial.

6 de maio de 2008

Twilight

Baseado no bestseller de Stephanie Meyer, com Kristen Stewart e Robert Pattinson nos papéis principais. Mais informação no site IMDb, no site da autora e no site oficial do filme, embora ainda não tenha grande coisa.

Também já se encontra disponível o teaser trailer.



Ainda não li os livros. Já tenho lido críticas bastante divergentes e até agora nenhuma me levou a ficar com grande curiosidade sobre os livros, pese o esforço que uma amiga faz para me tentar envolver neles. O teaser também não me cativou por aí além.

15 de abril de 2008

Northanger Abbey (2007)

Informação técnica no IMDb.

Director: Jon Jones
Escritores: Andrew Davies (adaptação) e Jane Austen (romance original)
Actores: Felicity Jones, JJ Feild, Carey Mulligan, Liam Cunningham
Nota: 4/5

Após ter lido o livro, não podia deixar de ver a mais recente adaptação do mesmo. Lembro-me de ter visto uma outra adaptação, há um par de anos, mas penso que era tão má, mesmo chata, aborrecida e talvez mesmo sem nexo, que pouco me lembro de detalhes da mesma.

Tendo acabado o livro apenas ontem, é óbvio que o tinha fresco na cabeça quando vi a adaptação, pelo que não foi difícil de ver algumas alterações. Estas foram muito bem conseguidas, seja pela introdução dos ‘delírios’ de Catherine ou por terem sido tomadas algumas liberdades, que ajudam o público a conhecer melhor algumas personagens, mantendo-se, no entanto, algo fiéis ao que Austen pretenderia com esta obra ou escreveria depois – como a cena entre o Capt. Tilney e Isabella que parece tirado de Orgulho e Preconceito, onde a mesma é protagonizada por Wickham e Lydia. Só não concordei que Catherine tivesse queimado o livro The Mysteries of Udolpho, pois apesar de ela reconhecer (e o próprio Henry Tilney dizer) que se calhar
“it is possible to read too many novels”
, Austen no livro elogia também os romances chegando a dizer
“for if the heroine of one novel be not patronised by the heroine of another, from whom can she expect protection and regard?”
A meu ver, ela até podia ter posto o livro de lado e dizer qualquer coisa como “this is full of non sense”, ou outra frase semelhante, dando a entender que ela finalmente percebe que há uma linha entre realidade e ficção, mas não era preciso queimar o livro.

No que toca a actuação, os actores vão muito bem, convencendo nos papéis que lhes foram atribuídos. Felicity Jones é uma Catherine bastante ingénua e ávida leitora de romances góticos, que deixa a sua imaginação levar a melhor de vez em quando, enquanto que JJ Feild é um Henry Tilney que, apesar de mais conhecedor dos homens do que Catherine, se deixa apaixonar por ela por ser tão pura de coração, por não ter maldade, não conseguindo deixar de a querer proteger. O resto do elenco comporta-se também bastante bem, apoiando a performance dos dois protagonistas.

Os locais também são agradáveis e tal como eu os tinha imaginado durante a leitura. Bath parece ter sido um destino preferencial naquela época e exercer um qualquer fascínio sobre a autora, que o utiliza como palco numa outra obra que aprecio, o que me leva a ter alguma curiosidade em visitar o local.


Recomendo este filme.

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