24 de fevereiro de 2014

Inspira-me (8)

Do blog Inspira-me:
Partilhe uma das suas "power songs".
Podia falar em "Eye of the Tiger" ou o "Gonna Fly Now", e não me perguntem o porquê de serem músicas do "Rocky" mas o que é certo é que, como o discurso do Henry V, ao ouvi-las sinto-me preparada para enfrentar o mundo, mas prefiro antes destacar esta:
Não consigo descrever todo o corrupio de emoções que esta música, aliás toda a banda sonora do filme "Gladiador", me faz sentir. Nunca gostei tanto de uma banda sonora, até musicais (incluindo filmes de animação) e bandas sonoras como a do LOTR vêm sempre depois desta, e só vejo o filme (que não, não gosto) por causa dela.

23 de fevereiro de 2014

21 de fevereiro de 2014

Curtas: A Gaiola Dourada, Whisper of Jasmine [e-book], Waking Kate [e-book]

Título: A Gaiola Dourada
Diretor: Ruben Alves
Escritor: Ruben Alves, Hugo Gélin, Luc-Olivier Veuve, Jean-André Yerles
Atores: Rita Blanco, Joaquim de Almeida , Maria Vieira

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: É, muito basicamente, um filme engraçado. Vi alguns dos clichés, porque eles realmente existem, que já presenciei no meu dia a dia. A cena do carro por exemplo, é certo que vejo mais Mercedes e BMWs, mas realmente está bem apanhado.

É também um retrato interessante do povo português, e não me refiro apenas ao emigrante. Há bastantes por aí que, fazendo as tarefas menos recompensadas monetariamente, não deixam de trabalhar com orgulho e de sentir que o sítio onde trabalham lhes pertence também um bocadinho, daí que tenha apreciado ver como, apesar de se quererem vingar pelo pouco valor que lhes era atribuído, Zé e Maria não se sentissem muito bem a fazer "um mau trabalho". Mas por vezes é necessário recorrer a tal "tática", digamos assim, para mostrar o verdadeiro valor da pessoa no local de trabalho, pois todos contam para manter a engrenagem a funcionar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Whisper of Jasmine [e-book]
Autor: Deanna Raybourn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Harlequin MIRA | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: a pre-order estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: li-o a 2 de fevereiro, basicamente porque sim. Tinha o telemóvel na mão, apetecia-me ler e tinha preguiça de ir ao quarto buscar um livro. Além disso parece-me boa política andar a ler coisas que compro este ano para ver se a pilha não aumenta muito, o que também não quer dizer que diminua... :P

Opinião: É verdade que o único livro que li desta autora prometia mais do que acabou por dar, mesmo assim gosto de ter as suas obras debaixo de olho e quando vi que este conto estava a preço 0 e contava com um arqueólogo não hesitei e fiz logo a pre-order. Sim, sou uma fácil. xD

Este conto conta (não consegui evitar xD) uma história agradável de seguir mas (e há sempre um mas comigo e certos romances) peca por a relação se desenvolver rapidamente sem que haja uma verdadeira química entre os personagens. Pelo menos eu não o senti. Sim, há um não sei quê de magia, talvez alguma inevitabilidade no encontro deles, mas não senti nada entre eles, nem uma pequena faísca. No entanto, fiquei curiosa quanto a continuação em City of Jasmine e espero que o relacionamento acabe por ser mais aprofundado (talvez com flashbacks? um reencontro?).

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Talvez por ser um conto o "amor à primeira vista" deixe a desejar, mas o certo é que já tenho lido contos em que a relação acaba por resultar. Aqui há demasiada impetuosidade que, confesso, não é muito a minha onda. Mas sim, curiosa porque arqueólogo (!) o que não quer dizer que vá a correr comprá-lo.

Título: Waking Kate [e-book]
Autor: Sarah Addison Allen
Ficção | Género: romance
Editora: St Martin's Press | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: a 10 de fevereiro. Leiam o motivo do livro em cima, é o mesmo. :D

Opinião: Eis uma autora que raramente desilude, em que até os seus livros menos bons são superiores a muitos outros. E ela volta a mostrar a sua mestria neste conto, onde conhecemos Kate que, durante uma conversa com um vizinho que acaba de conhecer, faz uma ponderação acerca da sua própria vida e que faz adivinhar-se um mudança. Mudança essa que será certamente continuada em Lost Lake, cujo primeiro capítulo vinha juntamente com o conto mas fiz questão de não ler porque já sei que seria como os doces, não conseguiria ficar por ali. :P

Muito pequeno, mesmo assim é uma história carregada de emoção e uma ténue magia, algo a que a autora já me habituou e que consegue sempre aquecer-me o coração.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

19 de fevereiro de 2014

Uma Bruxa em Apuros (The Hollows, #1)

Autor: Kim Harrison
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2004) | Formato: livro | Nº de páginas: 374 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi-me emprestado em 2012.

Quando e porque peguei nele: li-o entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro, para o primeiro desafio mini-pilha, categoria "volume de uma saga".

Opinião: Esta série nunca suscitou o meu interesse, aliás não se pode dizer que a fantasia urbana ou o romance paranormal seja propriamente a minha praia. Mas como tenho gostado, apesar de tudo, de alguns títulos e séries, nomeadamente Raça da Noite e sobretudo Mercy Thompson e me disseram que esta era mais ou menos como a segunda, lá vim eu com os livros.

Pois, acabou por não ser mesmo do meu agrado e desisti à página 103. Nem vou falar da protagonista, que me fez revirar muitos os olhinhos com a sua atitude toda "eu sou muito boa e tal e estou a ser subaproveitada" mas que depois parece fazer um rol de asneiras e não ser capaz de medir as consequências das suas acções, mesmo que avisada por várias vezes... Não, não vou falar da Rachel. Ora bem, o ritmo é lento, 100 páginas dentro da leitura e ainda não sabia o que raio era suposto vir dali. Quer dizer, a Rachel já se tinha despedido e tinham atentado contra a sua vida algumas vezes, ia ser isso o livro todo? Também houve uma ou outra menção a um tipo que talvez viesse a ser um vilão, era um traficante penso eu, mas teve tão pouco (ou mesmo nenhum, acho que nenhum) protagonismo pelo que não foi o suficiente para me fazer continuar, e nem o "drama" com a sua colega vampira, que aparentemente continua por n livros (ou pelo menos foi o que retirei de ler as opiniões da Slayra) suscitou mais que indiferença e (mais) um ou outro revirar de olhos.

A sério, ao ler sentia-me tão indiferente, tão pouco ou nada investida na história que a mente começava a fugir para as coisas mais triviais do meu dia-a-dia, quando não fugia para o sono. De tal forma que, para além do nome da personagem principal, pouco mais ficou da leitura pois os detalhes esbatem-se sobre a apatia que sentia. Basicamente estava a ser um livro "meh" (acho que usei duas vezes "meh" para descrever como estava a ser a leitura no GR) e devo confessar que ando farta de livros "meh". Não quer dizer que só leia ou queira ler coisas boas, nem por isso, mas quero ler coisas que mexam comigo, que me entretenham simplesmente e não que me deixem completamente indiferentes. Acho que o pior que uma leitura pode fazer é deixar-nos indiferentes. :/

Veredito: Não acabei. Não me parece que seja uma coisa de "não é a altura certa ou a mais adequada", ou "apanhou-me num mau momento", daí que tenha colocado definitivamente de lado e não pense voltar a pegar-lhe nem à série. Não é para mim.

18 de fevereiro de 2014

Porque música é poesia (30)

Um dos maiores passos que dei em termos de crescimento interior nos últimos anos foi aceitar-me como sou e, apesar de ainda me importar com o que outros possam pensar de mim, não ligar tanto a isso. Faça o que fizer os outros vão ter uma imagem da minha pessoa, e apesar de poder controlar como me comporto, há partes da minha pessoa que acabam por sair porque há dias em que estou mais extrovertida ou outros em que me sinto mais introvertida. Pelo que sim, durante algum tempo tive vergonha de algumas das coisas de lia, via e ouvia, mas não mais. :D Por isso é com orgulho, e alguma pena porque não vou estar a "fangirlar" no concerto de hoje, que digo que fui uma orgulhosa fã de Backstreet Boys durante os meus anos do ciclo. E não é que eles até parece que envelheceram bem?

Comigo tudo começou com...

E eles agora...


Planos para hoje, ouvir a discografia completa. Deixem-me...

17 de fevereiro de 2014

Booking Through Thursday: Snow Day

Eu sei que não é quinta feira, mas pergunta desta semana é...
For most of the east coast, at least, it’s a wintry, snowy day today, so … How do you like to spend your snow days? Feel free to gloss over the obligatory parts like shoveling unless you LIKE it. We’re talking ideal, best way to spend a snow day kind of thoughts, here.

For those of you who live in places where snow days simply don’t happen? Feel free to substitute “snow” with “rain” and think about the kind of days when you just want to cuddle up inside where it’s warm and dry.
Como é que gosto de passar os dias em que chove como se o dilúvio se estivesse a abater sobre nós e não estivesse no meio da chinfrineira que deve ser a arca de Noé? Pois está claro que gosto de passá-los "sogadita" em casa, enrolada na minha manta, com um saco quente nas costas (porque estou a ficar velha e agora é dores por todo o lado, acho que até já sofro com a dor ciática! *diz adeus à juventude despreocupada e sem dores*), com uma carrada de biscoitos, litros de chá e... um bom livro. Ou um bom filme. Ou uma boa série. Basicamente, gosto de passar esses dias com uma boa história.

15 de fevereiro de 2014

Falling for You

Autor: Jill Mansell
Ficção | Género: chick-lit
Editora: Headline Book Publishing | Ano: 2004 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 448 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch em 2010.

Quando e porque peguei nele: apetecia-me alguma coisa leve e que estivesse "há muito tempo na estante", assim contando para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P).

Opinião: Não sou a maior apreciadora de romances contemporâneos, prefiro os meus romances com elegantes vestidos de época, espartilhos e com um conjunto de regras de etiqueta, mas se há uma autora que gosto de ler num género que pouco ou nada me diz é Jill Mansell. Apesar de ainda só ter lido um livro dela, e o final não me ter impressionado por aí além, achei-o divertido e muito bem escrito, de tal modo que fui a correr pedir mais livros seus no Bookmooch. É certo que demorei a pegar em mais um, mas também com tantos livros por ler que tenho em casa só podia acontecer uma coisa assim, mas lá peguei neste e mais uma vez não dei o meu tempo por mal empregue.

Já sabia que a autora não se centra num único casal, já em The Only One You Want acabamos por seguir três pares, e aqui ainda bem que assim foi pois Maddy e Kerr acabam por ser um par aborrecido, apesar da aparente parecença com a história de Romeu e Julieta como a sinopse faz alusão, já que as suas personalidades apenas brilham em determinados momentos e muitos desses momentos só acontecem quando estão juntos. As restantes personagens acabam por ser muito mais interessantes, nem que seja pelo facto de terem realmente dramas, para além dos amorosos, que valem a pena seguir. Gostei de Nuala, bastante bem disposta e que acaba por descobrir que tem algum valor, e sobretudo de Kate que tem o arco mais bem conseguido de todos, na minha opinião.

Sim, é um livro previsível e, mais uma vez, não dá para deixar de pensar que as diversas situações podiam ter sido resolvidas antes sem deixar tudo para o final. A sério, a partir de certa parte as diversas pontas começam a atar-se tão bem que até chateia. É uma sucessão de coisas boas a acontecer! Devia ser "mau-bom-mau-bom", mas enfim é o único mal que aponto aos livros desta autora.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Apesar de tudo é um bom livro, que entretém e sempre tem um final melhor, ou pelo menos com mais pés e cabeça, que o outro que li da autora.

14 de fevereiro de 2014

Inspira-me (7)

Do blog Inspira-me:
Um filme que gostaria de voltar a ver numa sala de cinema.
O ano passado tive a oportunidade de ver um filme que adoraria ver numa sala de cinema e não tinha tido oportunidade. Vi o "Jurassic Park", ainda por cima em 3D no Imax. *gritinhos* O que gostaria de rever é, sem dúvida, "O Rei Leão". Foi o primeiro filme que alguma vez vi numa sala de cinema (e cuja experiência melhor recordo, outras idas ao cinema não tiveram o mesmo impacto que esta), já revi imensas vezes em VHS, DVD e Blu-Ray, e pagava novamente para o ir ver ao cinema. É dos meus filmes preferidos, sei quase todo o filme de cor e salteado (morro para responder a alguém "ele dava um ótimo tapete"), e também sei as músicas em inglês. Obsess much? :D

13 de fevereiro de 2014

O Forte

Autor: Bernard Cornwell
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2010) | Formato: livro | Nº de páginas: 400 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprado em novembro de 2013, aproveitando um promoção da editora e da revista Sábado.

Quando e porque peguei nele: entre 8 e 18 de janeiro de 2014. Porque sim! :P Estou a tentar domar a pilha e nada melhor que começar por ler as últimas aquisições que tenho feito. Assim conta para o desafio anual (também conhecido agora por desafio mini-pilha, porque -> mini-pilha :P) na categoria "nova compra".


Opinião: Bernard Cornwell... há quanto tempo não lia um livro teu? Provavelmente desde os tempos em que andava na faculdade e atirei-me que nem doida aos áudios do Sharpe. *suspira* Bons tempos esses, tirando a parte do ter de estudar e tal... :P Mas o certo é que já tinha saudades da descrição das batalhas, dos desmembramentos e do cheiro acre dos canhões pela manhã. :D Há momentos em que uma moça tem de ler livros românticos e fofos, há outros em que tem de ler sobre como um homem é despedaçado por um canhão.

Havia lido o excerto disponibilizado pela editora quando o livro foi publicado por cá, e apesar de ter gostado, várias circun$tâncias impossibilitaram que o lesse até agora, e foi de facto uma boa maneira de começar o ano pois não desapontou, ainda que esperasse um bocadinho mais. Não achei a história tão interessante como as do Sharpe e demora um pouco a construir a história, porque sim, eu só leio Cornwell pela ação e a descrição sangrenta e realista do campo de batalha. Também gosto de ver explorada a tática, afinal até foi com os seus livros que comecei a perceber de táticas militares, mas a indecisão das personagens deste livro é tão grande que tornou a leitura, em alguns momentos, aborrecida. No entanto, parece que a indecisão é verídica, e terá custado a vitória aos americanos, pelo que a Cornwell não se lhe pode apontar nada a não ser uma excelente pesquisa.

Li há tempos, já não sei onde, alguém que dizia algo como "se as aulas de História fossem como os livros do Cornwell, seriam bem mais interessantes!" e eu só posso concordar. Claro que não quer dizer que as coisas se tenham desenrolado realmente da maneira que ele conta, mas a forma como apresenta os acontecimentos é suficientemente realista para pensar que sim. O que achei mais curioso foi o facto de apresentar bastantes personagens arrogantes (ou não fosse uma das partes americana, ahah! :P), das quais há que destacar Paul Revere, o único nome que reconhecia e que sabia ter tido alguma importância durante a Guerra da Independência Americana. Mas aparentemente fui enganada, como outros, por um poema e Revere não terá sido assim um herói americano tão digno como isso e esta "desmistificação" relembra então que a imagem que fica para História pode não ser a mais correta, e que aquela é uma ciência falível (como quase todas, aliás, pelo menos ciências sociais) em que o resultado depende sempre do ponto de vista.

É portanto um bom livro, que se lê bem, sobretudo para quem gosta de História ou se interesse pelo tema. Pouco ou nada sei sobre este período da História Americana, na verdade sei muito pouco sobre a mesma, pelo que esta leitura acabou por se tornar proveitosa dando-me a conhecer uma batalha da qual nada sabia e um lado de um herói que também desconhecia. Além disso, e porque talvez ande mais pensativa (e depressiva), apesar de gostar de sangue não deixa de incomodar que realmente guerras deste tipo (e tantas que aconteceram ao longo do tempo) tenham acontecido e tomado a vida de tantos jovens, muitas vezes em erros de cálculo por parte de comandantes inexperientes ou vacilantes. Não que generais experientes e conscientes sejam melhores, simplesmente este tipo de coisa não devia existir.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Como qualquer livro do autor, aposto. :P É ficção histórica no seu melhor.

11 de fevereiro de 2014

Só Ler Não Basta #13.1 - Leituras de Fevereiro

Estamos de volta para mais uma sessão em que falamos das nossas leituras do mês. Está claro que sendo (provavelmente) a mais demente das 3, na medida em que tem ataques de coração e ansiedade quando falam em personagens de que gosta, e uma (orgulhosa) Potterhead, tinha de trazer à baila o tema da Rowling e as suas dúvidas em termos de relacionamento de personagens. Ela pregou-me um grande susto, mas felizmente a entrevista lá saiu e podem lê-la aqui, bem como outros artigo sobre o assunto aqui e aqui e sobre a entrevista aqui.

A Diana e a Telma trazem também questões pertinentes, para qualquer bookaholic, e engraçadas, para qualquer fã de romances assim mais para o quente. xD



Artigos interessantes:
Carla: J. K. Rowling on Ron & Hermione Relationship
Telma: 10 Things I Hate About Sex Scenes
Diana: Throw Away Your TBR List: A Radical Reading

Leituras:
Carla: O Meu Programa de Governo, de José Gomes Ferreira
Telma: A Canticle for Leibowitz, de  Walter M. Miller Jr.
Diana: Life of Pi, de Yann Martel

Outros livros mencionados:
Uma Bruxa em Apuros, de Kim Harrison
The Year of the Flood, de Margaret Atwood
Oryx and Crake, de Margaret Atwood
Por Favor Não Matem a Cotovia, de Harper Lee

Já sabem que podem ver o índice, comentar e ver outros vídeos no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

9 de fevereiro de 2014

Projecto 365 - #88-94

A última semana em imagens.

Booking Through Thursday: A melhor parte

A pergunta desta semana é...
What is it that you like best about reading? What is it that you love?
Quem diria que duas perguntas tão pequeninas fossem tão difíceis de responder? Ora bem, a melhor parte da leitura, o que eu realmente gosto quando estou a ler, é de me perder nas palavras dos escritores, que constroem assim mundos e histórias, dão vida a sentimentos e acabam por alargar a minha própria experiência de vida. Cada livro que leio é uma nova oportunidade de viver aventuras da mais diversa natureza. Também me permite escapar a alguns problemas, para encontrar por vezes outros, é certo, mas que de alguma maneira contribuem para eu mesma acabar por pegar no boi pelos cornos e seguir em frente no dia-a-dia.

Talvez não faça sentido, mas é o que eu adoro na leitura.

7 de fevereiro de 2014

Don Jon

Diretor: Joseph Gordon-Levitt
Escritor: Joseph Gordon-Levitt
Atores: Joseph Gordon-Levitt, Scarlett Johansson, Julianne Moore

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Depois de ter visto o "50/50" apeteceu-me ver outro filme com o Joseph Gordon-Lewitt e pareceu-me que este seria o mais indicado. Já sabia que é um ótimo ator, estou curiosa com o seu projeto hitRECord, mas que ainda tenho de explorar melhor, e já agora recomendo este pequeno vídeo (ou a versão interrompida) com outro dos meus atores preferidos, pelo que queria ver como se comportava como escritor e por detrás da câmara. Se este filme servir de indicador, parece-me que terá futuro em tudo o que se dedicar a fazer em cinema.

O que mais me surpreendeu neste filme não foi tanto as atuações, já conhecia os atores e por isso sabia que podia esperar boas performances, mas antes a questão que parece colocar. Sim, Jon é viciado em filmes pornográficos, o que faz com que não consiga ter uma relação saudável com uma jovem da sua idade, porque para ele a relação ideal parece ser a que esses filmes apresentam, nomeadamente em satisfação sexual. Ele tenta emular esse ideal, basicamente ele parece querer viver um filme porno, e ao não o conseguir, apesar de ter estado aparentemente perto, volta a cair na adição.

Mas agora pergunto, não seria também Bárbara viciada em chick-flicks e não estaria também a tentar viver um? É essa adição mais saudável do que a de Jon? Não quer dizer que o vício de Jon seja legítimo por isto, ou a sua mentira, mas parece que ambos procuram relações em que recebem mais do que propriamente dão, seja a nível sexual ou emocional. As relações acabam por se centrar mais em ideais e expetativas que se tem em relação à outra pessoa, devido aos exemplos que vêem, havendo alguma frustração quando não atingidas. Além disso, num mundo de gratificação rápida, tudo o que demore mais tempo, exija trabalho e algo de nós em troca, parece não ter qualquer encanto. Achei curioso ele perceber o que estava a perder, por assim dizer, numa relação com uma mulher mais velha, alguém que cresceu noutro tempo, com outra experiência no que toca a relações humanas. Não sei se me faço entender.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei bastante e recomendo. Pode não ser um filme para todos os públicos e pela primeira vez fiquei ciente das pessoas com que estava a ver o filme, mais uma vez não sei se me faço entender. Vi-o com o meu irmão e senti-me algo desconfortável em algumas partes, mas acho que me sentiria muito pior se o tivesse visto com outras pessoas. :/

5 de fevereiro de 2014

Inspira-me (6)

Do blog Inspira-me:
Uma resolução de ano novo que já tenha conseguido pôr em marcha.
Posso dizer que tenho conseguido pôr em marcha mais do que uma! \o/ Ando a tentar mudar um hábito por mês, em janeiro foi passar a beber café sem açúcar. Sucesso! Ainda não me habituei completamente, segundo os meus colegas faço caras estranhas a beber o café, mas com o tempo lá chegarei. Tenho conseguido manter-me a par dos desafios a que me propus - tenho lido livros da mini-pilha, tenho visto alguns filmes para o desafio Disney, tenho conseguido poupar algum dinheiro - mas ainda tenho várias resoluções para arrancar e outras em que tenho de fazer melhor. :)

3 de fevereiro de 2014

Porquê, J.K.? Porquê?

Ou "porque estás a estragar a história do Harry Potter para mim?"

A sério, eu entendo que olhando para trás haja imensas coisas que os autores gostariam de alterar, afinal de contas a nossa perspectiva vai mudando e surgem outras ideias de como poderia ter sido. E entendo também que num mundo de hoje se sinta necessidade, ou seja mesmo interessante (eu mesma o acho! e em relação aos livros do Harry Potter), de saber o que está por detrás das motivações de quem escreve ou realiza, ainda para mais se a obra em questão tomou o mundo de assalto por ter constituído um novo paradigma no espectro cultural em que se insere. Mas é mesmo necessário dizer "oh, se fosse agora tinha posto a Hermione com o Harry?" *chora*

Quando vi a notícia, não queria acreditar. Está claro que já suscitou protestos, inclusivé este meu! Porquê? *lança as mãos ao ar* Sempre fui adepta do ship Ron/Hermione, porque convenhamos, tanta turra só podia dar em amor, certo? Se o Ron é perfeito? Não, mas é mesmo isso que o torna ideal para a Hermy! E a Ginny é a moça perfeita para o Harry (que continuo a dizer que devia ter morrido, mas ok, até concordo que o tenhas deixado viver J.K., eu entendo a pressão...). Se não o Ron, ao menos o Neville mas nunca o Harry. *chora*

Não reescrevas a história, por favor. Eu sei que os Harmonians ficariam satisfeitos, mas não reescrevas uma história que me fez a leitora que sou hoje. Por favor... Parece que tão longe vão os tempos em que achava que estávamos tão em sintonia (as minhas teorias! elas concretizaram-se!)... *vai chorar para o canto enquanto espera pelo dia 7 para ver se o seu coraçãozinho se quebra completamente ao ler o que realmente a J.K. diz*

Edit: Claro que tinha de me esquecer do link mais importante... *head desk*

Quando não estou a ler (13)

Como Queiram
Isto de conhecer pessoal com a mesma pancada que nós é engraçado, de tal maneira que quando uma vê peças de Shakespeare é quase certo que as outras respondem "hell yeah!" Depois de Shakespeare in the Park, foi a vez de Shakespeare in the theatre e num dia destes lá rumámos ao Teatro São Luiz para assistir à peça "Como Queiram".

Se já antes (na Regaleira) tinha ficado impressionada com atores que andam de saltos pela gravilha fora, agora ainda mais impressionada fiquei com quem tem de trocar de roupas num ápice! Imagino que haja um imenso trabalho por detrás de uma atuação e admiro, não só pelas razões estúpidas referidas, mas por serem capazes de fixarem longos textos (não deverá bastar saber as suas linhas, afinal de contas há diálogos, têm de saber quando intervir) assim como por serem capazes de representar todos os sentimentos, todas as alterações pelas quais uma personagem passa. É algo que cada vez mais venho a dar valor e entendo que não é para todos.

Como já tinha referido, ver as peças tem realmente uma outra piada. Houve partes hilariantes, sobretudo proporcionadas por Tocaspartes (Luísa Cruz) e Jacques (Bruno Nogueira), mas Rosalinda (Carla Maciel) e Orlando (Nuno Lopes) destacaram-se para mim. Adorei os seus diálogos quando Rosalinda, disfarçada de Ganimedes, tenta "curar" Orlando e das reações de Célia/Aliena (Sara Carinhas) às críticas que a prima faz ao seu próprio sexo. Convenhamos, há ali alguma verdade.

O resto do ensemble estava bem nos seus (variados) papéis, e apesar do realizador Marco Martins ter uma enorme presença em palco pareceu-me o elemento mais fraco, ainda assim bastante bem sobretudo como Duque Frederico.

De acordo com o meu irmão, podia ter menos cantoria. Se calhar deveria tê-lo avisado do facto, assim como de ter 3h... Eu gostei bastante (aliás, a única coisa de mal que tenho a apontar não é à produção mas aos espetadores, e tanto no teatro como no cinema) e aconselho. Venham mais peças!

2 de fevereiro de 2014

Porque música é poesia (29)


Aimee Mann - Wise up

It's not
What you thought
When you first began it
You got
What you want
You can hardly stand it though,
By now you know
It's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

You're sure
There's a cure
And you have finally found it
You think
One drink
Will shrink you 'til you're underground
And living down
But it's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up

Prepare a list for what you need
Before you sign away the deed
'Cause it's not going to stop
It's not going to stop
It's not going to stop
'Til you wise up
No, it's not going to stop
'Til you wise up
No, it's not going to stop
So just...give up

Projecto 365 - #84-87

O resto da semana em imagens.

Temporada Ficção Pós-Apocalíptica 2014


Depois do fracasso que foi a minha participação na primeira edição, já que não li nenhum livro, lá volto a participar. Mais uma vez foram as meninas Telma, Diana e Slayra (com os seus maravilhosos dotes para o Photoshop) que levaram a iniciativa adiante, desta vez realizando-se entre 6 de fevereiro e 6 de abril. O meu objetivo este ano vai ser muito modesto, pretendo apenas voltar a pegar no Oryx and Crake da Margaret Atwood.

1 de fevereiro de 2014

Janeiro 2014

Hum, aparentemente este blog anda mais virado para filmes do que para livros. xD Mas digamos que é mais fácil sentarmo-nos em frente à TV do que num canto com um livro. Há todo um ritual para a leitura: a mantinha quente, a almofada confortável, alguns biscoitos e chá, um bocadinho de silêncio ou a chuva a bater nos estores... Para ver um filme basta fazer zapping e, com sorte, apanhá-lo de início. Agora com o sistema de "voltar atrás no tempo" até se pode apanhar a meio e escolher apenas o "ver de início" e está feito, um filme para cerca de duas horas de entretenimento. :) E com isto sinto que este espaço está a tornar-se, verdadeiramente, no meu cantinho, onde arroto postas de pescada sem qualquer fio condutor que não seja o "isto interessa-me". :D

Livros lidos: 
  1. Revolutionary Road de Richard Yates - Vale o dinheiro gasto
  2. As You Like It de William Shakespeare - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso 
  3. O Forte de Bernard Cornwell - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso 
  4. Falling for You de Jill Mansell - Se fosse emprestado pouco se perdia com isso 
Filmes vistos: 
  1. O Corcunda de Notre Dame - Vale o dinheiro gasto 
  2. Robin Hood - Emprestado e pouco se perde com isso 
  3. A Diva da Moda - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
  4. 50/50 - Vale o dinheiro gasto 
  5. Don Jon - Vale o dinheiro gasto 
  6. A Gaiola Dourada - Vale o dinheiro gasto 
  7. Viciados no Amor - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
  8. Assassinos- Deu na televisão e pouco se perde com isso 
  9. Sem Identidade - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
  10. A Miúda do Lado - Deu na televisão e pouco se perde com isso 
Séries vistas: 
  1. Sherlock (temporada 3) - Para ter na estante 
Ofertas: 
  1. Waking Kate [e-book] de Sarah Addison Allen, grátis na Amazon
  2. The Hangman's Daughter (The Hangman's Daughter #1) [e-book] de Oliver Pötzsch 
  3. The Dark Monk (The Hangman's Daughter, #2) [e-book] de Oliver Pötzsch 
  4. The Beggar King (The Hangman's Daughter, #3) [e-book] de Oliver Pötzsch 
  5. The Poisoned Pilgrim (The Hangman's Daughter, #4) [e-book] de Oliver Pötzsch 

Desafios:
Desafio 2014 ou Desafio Mini-pilha como passará a ser conhecido porque vou fazer pilhas pequenas, com livros para cada tema, retirados da pilha maior que é basicamente esta juntamente com a maior parte das estantes (devia fazer uma nova visita às estantes porque já não estão assim) cá de casa :D - Não conto com o Revolutionary Road porque comecei-o no ano passado, mas estava na pilha, e o As You Like It faz parte das Complete Works do Shakespeare. Foram lidos 2 livros da pilha e acrescentados 5. Começamos mal. :D
Disney Movie Challenge - 5 filmes vistos de 98.

Artigos:
  • Às vezes penso que alguns estudos são redundantes, eis um mas YAY! se realmente ajudar a que bibliotecas, por exemplo, não fechem (como foi notícia o ano passado devido a cortes orçamentais em vários locais desse mundo) mostrando a importância do ato de ler. E note to self, começar a ler mais poesia, se a minha memória já é o que é, o melhor é começar cedo a tentar evitar doenças degenerativas...; 
  • um texto interessante sobre como a leitura talvez esteja a morrer, mas destaco sobretudo os dois últimos parágrafos que evocam uma imagem belíssima sobre o que é ler, o que é querer perder-se nas palavras de uma qualquer história; 
  • adorar um livro é maltratá-lo :D; 
  • sobre releituras espontâneas, é para evitar isto que muitas vezes não pego no livro para reler passagens favoritas, prefiro lê-las on-line; 
  • ri tanto com estas medidas para reaver livros emprestados.

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